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<< Rejeitados dois pedidos de abertura de comissão processante contra Crespo Um dos pedidos tinha como base o relatório final da CPI do Falso Voluntariado, enquanto o outro alegava que o prefeito José Crespo havia instalado um chip no cérebro do denunciante com o objetivo de controlar seus pensamentos

Publicada em 11/07/2019 às 12:35
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(Foto: CMS)
Dois pedidos de abertura de comissão processante para apurar infração político-administrativa do prefeito José Crespo foram rejeitados em plenário logo após a abertura dos trabalhos da 42ª Sessão Ordinária desta quinta-feira (11). Um dos pedidos, formulado pelo munícipe Claudinei de Jesus de Oliveira, tinha como base o relatório final da CPI 01/2019, referente ao “Falso Voluntariado”, e foi rejeitado por 13 votos a seis.
 
A pedido do presidente da Casa, vereador Fernando Dini (MDB), foi feita a leitura do pedido pelo 1º secretário, vereador Luis Santos (Pros). Para o munícipe, com base no relatório final da CPI restou comprovado que o prefeito municipal obteve vantagem indevida para promoção pessoal no contrato de publicidade celebrado entre a Prefeitura e a empresa DGentil, no valor de R$ 20 milhões, visando interesses políticos voltados para sua reeleição.
 
DISCUSSÃO -  A vereadora Iara Bernardi (PT) enfatizou que, de fato, o pedido foi baseado nas conclusões da CPI do Falso Voluntariado, a que presidiu, e pediu voto favorável à abertura da comissão processante. A vereadora Fernanda Garcia (Psol) afirmou que a cidade “está cansada de escândalos e de um desgoverno que não cuida de políticas públicas fundamentais para a população” e defendeu a abertura da referida comissão.
 
O vereador Irineu Toledo (PRB) disse não ver necessidade da criação de uma nova comissão processante, uma vez que o assunto do referido pedido está sendo tratado na comissão processante já instalada. Os vereadores Luis Santos (Pros), Hudson Pessini (MDB) e Cíntia de Almeida (MDB) também encaminharam voto contrário ao pedido, com base nas mesmas razões. Já o vereador Anselmo Neto (PSDB) disse que não pretende mais votar projetos de abertura de comissão processante até o final de seu atual mandato.
 
OUTRO PEDIDO - Também foi rejeitado o pedido formulado por Alexandre Ferraz de Moraes, através do Ofício 2002/2019, em que o munícipe alega que o prefeito persegue o denunciante e teria implantado um chip em sua cabeça com o objetivo de colher informações de seu cérebro, armazenando-as num computador. O pedido foi lido pelo 2º secretário, vereador Pastor Apolo (PSB). Vários vereadores lamentaram que a Câmara, por força da legislação vigente, seja obrigada a apreciar em plenário esse tipo de pedido de abertura de comissão processante. Com a rejeição em plenário, os dois pedidos foram arquivados.
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