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Diário de Sorocaba





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<< Diário de Sorocaba: 61 anos de história, tradição e credibilidade Este novo amanhecer de 6 de julho traz uma notícia alvissareira dentro da Imprensa local e regional: o DIÁRIO completa seu 61º aniversário de fundação

Publicada em 05/07/2019 às 21:00
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(Foto: Arquivo/DS)
A história do jornal que veio para ficar naquela manhã fria de 6 de julho de 1958 se confunde com a própria história de Sorocaba, pelo menos nas últimas seis décadas. Isso porque, desde o seu aparecimento, se portou com um defensor do Município e de sua população e, por conseguinte, do contorno geográfico que hoje se define como Região Metropolitana de Sorocaba. Não é por acaso que a primeira manchete do jornal, há 61 anos, foi um ‘furo’ de reportagem, a notícia que o então governador Jânio Quadros trouxe ao visitar o jornal na noite da véspera de sua edição de lançamento de que o Estado construiria um viaduto na cidade, dividida irremediavelmente pelo leito da linha férrea e mais dos pavimentos do Hospital Regional.
Em seu primeiro editorial, o jornalista Vitor Cioffi de Luca, fundador do novo veículo de comunicação que surgia, escrevia: “O DIÁRIO DE SOROCABA terá um norte pelo qual se guiará, não se arredando um centímetro dos nossos princípios e das nossas convicções... Faremos deste jornal uma sentinela avançada na defesa dos interesses de Sorocaba, de São Paulo, do Brasil, e que o povo, indistintamente, terá aqui uma tribuna da qual poderá valer-se, a qualquer momento, para salvaguardar seus direitos por ventura ameaçados, ou protestar contra atos públicos nefastos à coletividade. Independentes, absolutamente independentes, nossa norma de trabalho terá, sob o ponto moral, por base os postulados cristãos. Politicamente manteremos equidistância dos partidos. Não temos compromisso com ninguém, quer políticos, quer econômicos... Estamos inteiramente à vontade para advogar os interesses lídimos da coletividade e para batalhar pelas grandes causas de Sorocaba. Fazemos questão de frisar que o espaço de nossas colunas está à venda dentro do setor, mas nenhum preço existe para nossa consciência”.
E assim o DIÁRIO DE SOROCABA é até hoje.
 

Vitor Cioffi de Luca, um jornalista idealista

 
A história do DIÁRIO se funde à trajetória de vida e idealismo de Vitor Cioffi de Luca. Os pais de Vitor, Fernando e Angelina, tiveram 11 filhos. Vitor saiu de Piraí do Sul, interior do Paraná, sua terra natal, aos 14 anos de idade, tendo se mudado com o seu irmão João para a capital paulista. Mais tarde decidiu estudar Jornalismo na Faculdade “Cásper Líbero”, formando-se na segunda turma da instituição, em 1951.
Para sustentar seus estudos, começou a trabalhar em uma agência bancária e chegou a subgerente. Por ser árbitro de tênis de mesa, também escrevia, como colaborador, artigos esportivos para o jornal “Gazeta Esportiva”, dentre outros. Entrementes, conheceu Thereza Conceição Grosso em uma festa de casamento e logo se casaram, tendo quatro filhos: Fernando (falecido em 1996), Leila, Walter e Maurício. Os meninos seguiram os passos do pai e decidiram ser jornalistas; já a filha optou pela Medicina.
Em 1952, Vitor foi convidado para vir para Sorocaba, cidade que não conhecia, dirigir o jornal “Folha Popular”, administrado, então, pela Cúria Diocesana. Após seis meses na cidade, morando em uma pensão, se casou com Thereza. Em 1958, Vitor decidiu deixar a “Folha Popular” e fundar o seu próprio jornal. Seu sonho era fazer um veículo de comunicação i moderno, imparcial e independente. Assim nasceu o DIÁRIO DE SOROCABA, sessenta e um anos atrás. 
 
NÚMERO UM - Um prédio na rua da Penha, esquina com a Maylasky, foi a primeira ‘residência’ do DIÁRIO. O local não tinha muitas divisões e era, ao mesmo tempo, escritório, redação e setor de distribuição. Vitor se dividia entre a máquina de escrever e as oficinas, que estavam instaladas nos fundos do prédio.
À véspera da primeira edição, no dia 5 de julho de 1958, o jornal estava movimentado. Um grupo de repórteres e gráficos, comandado em primeira pessoa por Vitor, ia de um lado para o outro na árdua tarefa de fazer um novo jornal. O jornalista cuidava de todos os detalhes da primeira edição, redigindo as matérias e orientando a composição e paginação do número histórico, que deveria estar nas ruas logo pela manhã no dia seguinte. Apesar da ansiedade, tudo saia conforme o roteiro previamente estabelecido. 
Vitor estava sem dormir há 48 horas. Mas, por volta das 23 horas daquele 5 de julho, quando o jornal já estava pronto para começar a ser impresso, uma comitiva, de cerca de 45 pessoas, entrou no casarão da rua Maylasky, tendo à frente o então governador do Estado, Jânio da Silva Quadros, e o prefeito de Sorocaba à época, Gualberto Moreira, para uma visita de cortesia. E dessa visita saiu o primeiro ‘furo’ jornalístico do DIÁRIO.  
O novo jornal cresceu rapidamente. Isso em parte pelo prestígio que Vitor tinha por conta da “Folha Popular”. Junto com Vitor, também deixou a “Folha” o agente publicitário e ‘fiel escudeiro’ Heitor José da Costa Nunes, falecido em 2000, que também veio trabalhar no DIÁRIO, onde ficou até morrer. Outra grande força de trabalho que impulsionou o jornal foi Thereza de Luca que, além de ser uma administradora nata, tinha grande experiência na área editorial, tendo trabalhado na Editora Melhoramentos.
 
SOLIDARIEDADE - Vitor e Thereza eram cristãos dedicados, tanto que a solidariedade sempre era expressa pelo casal. Fazer o bem era algo rotineiro e o matutino tinha por obrigação participar da vida da comunidade. O casal fez várias campanhas de apoio a entidades e pessoas necessitadas, sempre se preocupando em ajudar aqueles que mais precisavam. 
O sucesso do DIÁRIO foi tanto que, no terceiro ano, já estava sendo construída a sede própria na rua da Penha. Um dos motivos do sucesso do jornal é que ele trouxe um conceito mais técnico de jornalismo para uma cidade do Interior, principalmente quanto à ética, imparcialidade e independência.
 
INFORTÚNIOS BATEM À PORTA, MAS A GARRA SEGUE EM FRENTE – A Família De Luca, agora com três filhos jornalistas ao lado do casal-fundador, estava sempre atenta às inovações gráficas e tecnológicas trazidas pelos anos finais do século XX. Em 1993, o jornal entrou na era do offset, a diagramação também sofreu uma transformação, porém o jornal reafirmava sempre em editoriais que manteria a mesma linha que norteara seu aparecimento.
O ano de 1996, contudo, ficou marcado pela morte do jornalista Fernando de Luca Neto, vítima de câncer. Fernando era o responsável pela administração do DIÁRIO e sua morte abalou o casal Vitor e Thereza de Luca. Fernando formou-se em Jornalismo na mesma faculdade do pai, a "Cásper Líbero", em São Paulo. Especializou-se também em Artes Gráficas e foi diretor executivo do jornal, acompanhando sempre de perto toda a parte gráfica, comercial e administrativa. 
A morte de Fernando foi um transtorno, mas o lado religioso prevaleceu no casal, que buscou em Deus, na família e na missão jornalística superar o acontecimento. Já Vitor teve que, aos 70 anos de idade, voltar a administrar o DIÁRIO, tendo que encarar, inclusive, os avanços tecnológicos. No mesmo ano, surgiu o DIÁRIO DE SOROCABA ON LINE, um dos primeiros jornais do Brasil na Internet. O atual diretor do DIÁRIO, jornalista Maurício de Luca, era o responsável pela nova empreitada 
No final de outubro de 1998, Vitor e Thereza resolveram tirar alguns dias de férias no Paraná, onde a família também possuía um jornal, “O Piraiense”. No dia 13 de novembro, estavam voltando e Thereza ainda telefonou para o filho Maurício, dizendo que estavam em um posto de beira de estrada e que, dentro de pouco tempo, estariam em casa. Pediu para ele esperar para almoçarem juntos. A poucos metros do posto, uma erosão na estrada fez Vitor perder o controle do veículo, que se chocou de frente com um caminhão que seguia em sentido contrário.  Thereza morreu na hora; Vitor ficou preso às ferragens por quase uma hora. Faleceu a caminho do hospital. 
A notícia causou grande comoção. No enterro, era possível ver o grande carinho que todos possuíam pelo casal. Dezenas de coroas de flores foram entregues e uma multidão compareceu ao velório, à missa de corpo presente na Catedral Metropolitana e ao sepultamento no Jardim-Cemitério Pax.  
Vitor e Thereza deixaram muita saudade. Mas devem estar orgulhosos pelo fato do DIÁRIO continuar representando a população, com ética e solidariedade, fazendo um jornalismo sério, imparcial e independente.
 

DIÁRIO adota distribuição grátis e muda formato para o germânico

 
Com o objetivo de se adequar ao novo panorama do setor e atender à demanda dos leitores, o DIÁRIO DE SOROCABA adotou o chamado ‘formato germânico’, mudou o sistema de distribuição do jornal impresso e reforçou sua atuação nos meios digitais a partir do final de abril de 2017. Os leitores podem obter os exemplares impressos gratuitamente, além de ler a edição impressa, digitalizada, na plataforma Issu, além de ter acesso a mais informações ‘on line’, pelo site e redes sociais do DIÁRIO. 
A imprensa do mundo inteiro está testando novos modelos de negócios, que se ajustem ao crescimento acelerado da leitura ‘on line’ e às mudanças no mercado publicitário. Nos últimos anos, como ocorre com a maioria dos jornais, o DIÁRIO ampliou consideravelmente o alcance de suas notícias e já tem mais leitores nas suas plataformas de Internet – site, Twitter, Facebook e edição digital (edição impressa reproduzida fielmente para leitura em computadores e tablets). 
Considerando esses novos fatores, o DIÁRIO passou a ser distribuído gratuitamente durante a semana em diversos pontos da cidade. Além disso, produz uma edição especial de final de semana, integrando os cadernos e seções de sábado e domingo em um único jornal. Com a distribuição grátis, houve um aumento importante no número de leitores do jornal e na diversificação do público. Isso representou também um ganho para os anunciantes, já que o potencial de retorno da publicidade feita no jornal tornou-se muito maior.
 
JORNALISMO ON LINE - As inovações que o DIÁRIO implantou incluem, ao mesmo tempo, uma revitalização do noticiário disponibilizado nas plataformas de Internet. O DIÁRIO foi o primeiro jornal da região e um dos primeiros do Brasil a entrar na rede, em 1996. Atualmente, além do site de notícias, o jornal tem páginas no Facebook e Twitter, reportagens em vídeo no YouTube, no canal TV DIÁRIO, e edição digital ‘on line’ (leitura do jornal na íntegra na Internet, por meio da plataforma Issuu. 
Hoje, com 61 anos de existência, o DIÁRIO aposta assim, simultaneamente, no jornalismo ‘on line’ e vê crescer, a cada dia, o alcance das notícias que divulga diariamente.
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