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<< Cesta básica do sorocabano inicia 2019 com alta em 2 meses seguidos Com alta registrada no mês passado (2,03%), cesta básica cotada a R$ 600,41 tem registrado o maior valor desde novembro de 2016

Publicada em 08/03/2019 às 09:57
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Nos dois primeiros meses de 2019, a cesta básica dos sorocabanos apresentou alta, de 0,39% em janeiro e 2,03% em fevereiro, reforçando a tendência de alta verificada no final de 2018. Com o resultado de fevereiro (R$ 600,41), a cesta básica atinge o seu maior valor desde novembro de 2016, quando foi registrado o valor de R$ 603,88, informou nesta quinta-feira (7) o Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso (Universidade de Sorocaba), responsável pela coleta de dados e elaboração mensal da pesquisa. A alta do valor da cesta (2,03%) em fevereiro, ainda de acordo com o levantamento, foi superior ao resultado medido pelo índice de inflação oficial (IPCA-15), que apresentou elevação de 0,34%, indicando, assim, que os produtos de consumo básico que compõem a cesta básica subiram, em média, muito mais que os preços em geral na economia.

Apresentando evolução do preço entre os meses dos anos de 2018 e 2019, a equipe responsável pelo levantamento dentro da Uniso também notou que, depois de sofrer uma forte tendência de alta em maio e junho de 2018, devido à greve dos caminhoneiros e suas consequências, de julho a setembro o valor da cesta básica passou a apresentar uma forte tendência de queda, interrompida novamente nos últimos meses do ano, encerrando assim 2018 com uma alta acumulada de 4,03%.

O preço da cesta básica sorocabana em fevereiro, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior (fevereiro/2018), teve um aumento de 9,04%, ou seja, R$ 49,78 pagos a mais pelo consumidor. Quando comparado com o mês anterior (janeiro/2019), o preço da cesta apresentou um aumento de 2,03%, passando de R$ 588,47 para R$ 600,41, ou seja, R$ 11,95 pagos a mais pelo consumidor.

 

AS VARIAÇÕES DE PREÇOS - Os grupos de bens que compõem a cesta básica sorocabana apresentaram em fevereiro, por outro lado, as seguintes variações de preço em relação ao mês anterior: alimentação (2,51%), limpeza (-0,53%) e higiene pessoal (-0,43%). Os produtos que mais contribuíram para esse aumento foram o feijão, a carne de 2ª, o frango, a muçarela e o leite longa vida.

Dos 34 itens pesquisados, 18 deles apresentaram alta no preço. Entre os itens que apontaram maior alta, o feijão subiu 47,11%, passando de R$ 5,54/kg em janeiro para R$ 8,15/kg em fevereiro. “Esse é o maior valor registrado para o feijão desde outubro de 2016, quando atingiu a marca de R$ 9,35/kg. Já são quatro altas de preço consecutivas. Só nos dois primeiros meses de 2019, o feijão acumula uma alta de 87,8%. O principal motivo para tal alta se deve à redução da quantidade ofertada devido à escassez de chuvas no período de desenvolvimento do feijão, principalmente no Estado do Paraná, que é um dos principais produtores do País”, destaca a pesquisa do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso, acrescentando que outro fator importante que ajuda a explicar tamanha alta foi a redução da área plantada por conta dos baixos preços ao longo de 2018, o que desestimulou muitos produtores a plantarem feijão em detrimento de outras culturas.

Em segundo lugar, o produto que apresentou a maior alta foi a batata (39,41%), passando de R$ 3,07/kg em janeiro para R$ 4,28/kg em fevereiro. Contribuiu para isso a queda na área plantada na safra das águas, com reduções mais expressivas em Irati (PR), no sul de Minas Gerais e em Curitiba, provocarando diminuição da oferta nacional do produto. Além disso, as fortes chuvas na região produtora de batata (Guarapuava, Paraná) dificultaram sua colheita e comercialização, contribuindo também para a elevação de seu preço.

Em terceiro lugar, estão os ovos (9,68%), cotados a R$ 5,10/(dz) em fevereiro ante R$ 4,65/(dz) em janeiro. Tal alta está trelada a redução na oferta e à demanda aquecida. O coordenador da pesquisa é o professor Lincoln Diogo Lima, junto com o coordenador do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade, professor Renato Vaz Garcia.

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