Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019

Diário de Sorocaba

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<< Em um mês, cesta básica tem alta de mais de R$ 10

Publicada em 10/01/2019 às 12:03
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O preço da cesta básica em Sorocaba teve um aumento de 4,03%, ou seja, R$ 22,71 pagos a mais pelo consumidor, na comparação de um ano; quando analisado entre dezembro e novembro de 2018, também houve um acréscimo, mas de 1,83%, passando de R$ 575,66 para R$ 586,19, o que representa R$ 10,52 desembolsados a mais. 
De acordo com Laboratório de Ciências Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), dos 34 itens pesquisados na cesta básica, 22 apresentaram alta no preço. Entre os que apontaram maior alta estão a batata (77,59%), passando de R$ 1,74/kg para R$ 3,09/kg, e a cebola (26,41%), que passou de R$ 2,31/kg para R$ 2,92/kg.
O principal motivo para tal alta, tanto da cebola quanto da batata, foi a redução da oferta devido à escassez de chuvas nos meses de agosto e setembro em grandes regiões produtoras, o que levou muitos produtores a reduzirem a área plantada que abasteceria o mercado no mês de dezembro. 
Em terceiro lugar, o feijão foi o produto que mais subiu (23,65%), cotado a R$ 4,34/kg em dezembro ante R$ 3,51/kg em novembro. Esse é o maior valor registrado após agosto de 2017, quando ele atingiu a marca de R$ 4,77/kg. Assim, o feijão encerrou o ano de 2018 com preço mais alto por conta da redução de sua oferta.
A causa está atrelada à redução da área cultivada devido às cotações relativamente estáveis nos últimos tempos, que reduziram as margens de lucro dos produtores, o que acabou desanimando-os a cultivar o grão. O clima adverso no sul do País também não foi favorável à produção naquela região, contribuindo para a redução da sua oferta.
Por outro lado, o leite longa vida continuou sua tendência de queda iniciada em agosto e fechou dezembro com uma forte queda de preço (-13,03%), cotado a R$ 2,47/L em dezembro, ante R$ 2,84/L em novembro. A diminuição do seu preço está ligada à baixa demanda e também é maior captação registrada em outubro e novembro.
Essa realidade foi favorecida pelo retorno das chuvas, que contribuiu para a melhora das pastagens, que, por sua vez, têm um custo menor que outros meios alternativos e suplementares para alimentar os animais. Contudo o leite encerrou o ano ainda um pouco mais caro que em dezembro de 2017 (6,46%), quando foi cotado a R$ 2,32/L. 
Em segundo lugar estão os ovos, com uma queda de -7,77% em seu preço, passando de R$ 5,15/dúzia, em novembro, para R$ 4,75/dúzia, em dezembro. Ao que tudo indica as altas temperaturas registradas ao longo de dezembro levaram os produtores a reduzir o preço para desovar os estoques. 
Em seguida, o produto que apresentou a maior queda foi o alho (-5,57%), cotado a R$ 2,88/(200g) ante R$ 3,05/(200g). O preço do alho vem apresentando trajetória de queda desde outubro. O principal motivo para isso é a queda do preço do alho argentino importado, responsável por pouco mais da metade do alho importado pelo Brasil.
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