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<< POLÍCIA Ninguém pôde fazer nada; foram mais de 20 tiros, conta padre

Publicada em 11/12/2018 às 21:56
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(Foto: ABr)
O padre Amaury Thomazzi, que celebrava a missa na hora em que o atirador Euler Grandolpho entrou na Catedral de Campinas, usou uma rede social para gravar, nesta tarde, um vídeo e divulgar o que aconteceu. “Para os amigos que estão pedindo algumas informações, estou mandando esta mensagem apenas para dizer que está tudo bem aqui na catedral. Eu rezei a missa do meio dia e quinze, e, no final da missa, uma pessoa entrou atirando e fez algumas vítimas. Ninguém pode fazer nada, ajudar de forma nenhuma", relatou, com a voz embargada.
 
O religioso pediu orações em favor de todos, a começar pelo atirador, que cometeu suicídio após matar quatro fiéis e ferir outros quatro. "Peço apenas que rezem pela pessoa. Ele se matou depois da situação, ele atirou nas pessoas; foram mais de 20 tiros aqui dentro, e depois ele se matou. Então, rezemos por ele, e por aqueles que foram feridos. Tem pessoas que são vítimas fatais. Peçamos a Nossa Senhora Imaculada que interceda por esta catedral, por estas pessoas, por estas famílias", enumera o padre.
 
Thomazzi afirmou ainda não saber como ficará a programação da igreja nos próximos dias - o lugar está interditado para perícias. Fotos não oficiais mostram o atirador ferido com um tiro na cabeça, e o corpo apoiado numa pilastra de madeira.
 
O delegado José Henrique Ventura, que acompanha as investigações, informou que Euler Fernando Grandolpho não tinha antecedentes criminais. “A profissão, ao que parece, é analista de sistemas. É uma pessoa fora de qualquer suspeita em circunstâncias normais. Agora, com a identificação, nós vamos investigar a motivação”, apontou. A Agência Brasil confirmou que Grandolpho pertenceu aos quadros do Minitstério Público de São Paulo, tendo pedido exoneração em 2014. Ele foi assistente da Promotoria em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.
 
A carteira de habilitação dele foi encontrada em uma mochila dentro da igreja. Ventura informou que será feita uma diligência à casa de Grandolpho, em Valinhos (SP), para buscar informações que possam levar ao esclarecimento do crime. “Vamos fazer um levantamento da casa, de quem mora, se é casado. Os dados para saber os antecedentes antes dele chegar a Campinas”, explicou.
 
Investigações preliminares apontam que Grandolpho não conhecia as vítimas. 
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