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<< “Lava-Jato” investiga pagamento de propinas de US$ 31 milhões

Publicada em 05/12/2018 às 16:29
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(Foto: Agência Brasil)
A 57ª fase da Operação “Lava-Jato”, batizada de ‘Sem Limites’, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal, investiga o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para operadores e então funcionários da Petrobras, entre os anos de 2009 a 2014. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), essas propinas foram desembolsadas por “grandes empresas do mercado de petróleo e derivados – conhecidas como tradings”.
Entre as empresas, estão a Vitol, Trafigura e Glencore. Segundo as investigações, há suspeita de que, entre 2011 e 2014, elas fizeram pagamentos de propinas nos valores de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, respectivamente, relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.
O Ministério Público afirma que as provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propina a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência.
“Os subornos beneficiavam funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à Diretoria de Abastecimento. As operações de trading (compra e venda) e de locação que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, no estado do Texas, nos Estados Unidos, e pelo centro de operações no Rio de Janeiro”, acrescenta.
As tradings investigadas comercializam de modo maciço e recorrente com a Petrobras, no mercado internacional. Os policiais federais cumprem, desde as primeiras horas da manhã desta quarta, 11 mandados de prisão, todos em endereços no Rio de Janeiro, e 26 de busca e apreensão.
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