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Diário de Sorocaba

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<< COTIDIANO Jogos virtuais exigem limites e atenção dos pais Falta de autocontrole em relação aos jogos virtuais pode ser fuga do mundo real, dificultando relacionamentos na sociedade

Publicada em 08/10/2018 às 23:48
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(Foto: ABr)
Estar conectado ao mundo pela internet já é algo normal, ainda mais quando se busca informações constantes. A agilidade e a facilidade para respostas são encontradas a um simples toque, tanto que o celular se tornou o meio mais comum para navegar na web, conforme mostra a pesquisa TIC Domicílios 2017, produzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, e publicada neste ano. Em 2017, 49% dos lares brasileiros dependiam de um celular para acessar a rede mundial de computadores. Contudo, assim como em qualquer situação, a falta de limites pode ser prejudicial à pessoa que passa a maior parte do tempo conectada a uma atividade, como jogos virtuais. 
 
De acordo com a psicóloga Rita de Cássia Bizon, mestre em Psicologia e Psicanálise, limites são necessários, e isso é uma regra que não deve ser excluída quando o assunto é conexão à internet para jogos. “Tudo vai depender muito de quem está jogando, do tipo de jogo e do tempo em que se gasta. Há ‘jogos’ e ‘jogos’. Crianças e adolescentes não devem ficar muitas horas conectadas. É preciso que se estipule um tempo, pois necessitam de atividades de lazer e esportes”, comenta. 
 
Ela explica, ainda, que os jogos podem tanto trazer criatividade, agilidade ao raciocínio, como levar os jogadores ao vício. “Por isso, os pais precisam estar atentos para que a situação não saia do controle. É bom lembrar que o controle está nas mãos dos pais, cabe a eles saber dosar o tempo e a qualidade dos jogos virtuais”, orienta Rita de Cássia ressaltando que, em muitos casos, os jogos podem ser uma fuga da realidade. “Cada vez mais, as pessoas se fecham e se isolam do mundo real, criando dificuldades em se relacionar com outras.” 
 
Situações podem chegar ao extremo e fazer com que pessoas prefiram ficar mais conectadas ao mundo virtual do que o real. “Isso ocorre, talvez, por timidez, falta de estímulo externo, pelos pais não oferecerem outras atividades. Trata-se de um vício, como qualquer outro, e precisa de tratamento”, orienta a psicóloga.
 
Rita de Cássia destaca também o papel da escola quanto às orientações sobre jogos virtuais. “Deve-se abordar esse assunto diretamente com as crianças e adolescentes, esclarecendo pontos positivos e negativos dos jogos. Os pais também precisam ser orientados, pois percebo que muitos estão alienados em relação às atividades dos filhos e como conduzi-los. Lembre-se sempre de que amor, carinho, atenção e diálogo ainda são os melhores ingredientes para que se tenham pessoas felizes.” 
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