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<< SOROCABA Sessão solene na Câmara comemora os 60 anos do DIÁRIO Noite de júbilo destaca importância do jornal dentro da história e da vida cotidiana de Sorocaba em também da região

Publicada em 10/08/2018 às 18:52
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JUBILEU DE BRILHANTE

A Câmara Municipal, no Parque da Boa Vista, abriu as portas de seu Plenário na noite de 3 de agosto, para a realização de sessão solene comemorativa à passagem do 60º aniversário de fundação do DIÁRIO DE SOROCABA, ocorrido a 6 de julho. Testemunhos vibrantes marcaram o evento, enaltecendo a trajetória do jornal, desde a chegada a Sorocaba do jornalista Vitor Cioffi de Luca, no início dos anos 50, para dirigir a “Folha Popular”, diário então administrado pela (Arqui)Diocese, e sua decisão de lançar um jornal próprio em 1958 (6 de julho), ao ascendente crescimento ao longo das décadas que se sucederam, até os dias de hoje, já nas mãos da segunda geração, tendo à frente como diretor o filho mais novo, o jornalista Maurício de Luca.

Iniciativa do vereador Luís Santos, que logo ao abrir os trabalhos da noite memorável ressaltou a importância do DIÁRIO na história da imprensa sorocabana, como um veículo de comunicação independente e ético, pautado nos valores e princípios cristãos, participaram da sessão solene familiares do fundador Vitor Cioffi de Luca, dirigentes e funcionários do jornal hoje, grande número de ex-funcionários, inclusive alguns agora ocupando relevantes funções dentro da sociedade sorocabana e que começaram suas trajetórias profissionais ainda crianças e adolescentes como jornaleiros entregando de casa em casa o DIÁRIO, colaboradores, amigos e personalidades representativas do Município. O evento contou ainda com a presença do prefeito José Antônio Caldini Crespo e do presidente do Legislativo sorocabano, vereador Rodrigo Manga, que compuseram a mesa de honra da sessão solene, ao lado de Maurício de Luca, diretor do DIÁRIO; dr. José Elias Temer, juiz de Direito da Comarca e, quando universitário, também foi repórter, redator e publicitário do jornal na década de 70; jornalista Cláudio Grosso, ex-prefeito e atual editor-chefe do DIÁRIO; sr. Laelso Rodrigues, presidente do Conselho Superior da Fundação Ubaldino do Amaral, mantenedora do jornal “Cruzeiro do Sul”; e Elaine Zala, representando todos os colaboradores da empresa jubilar. Faziam-se presentes ainda, entre outros, integrando a chamada `mesa de honra´ da solenidade, o secretário municipal de Comunicação e Eventos, jornalista Elói de Oliveira; a secretária de Planejamento da Prefeitura, Miriam Zacareli; o jornalista José Benedito de Almeida Gomes, editor-executivo do DIÁRIO; o ex-vereador e ex-prefeito Paulo Francisco Mendes, representando o deputado federal Vitor Lippi; jornalista Rodrigo Alcântara, representando o vereador Fernando Dini; ex-vereadora Neusa Maldonado, representando a deputada estadual Maria Lúcia Amary; o conselheiro estadual da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Antônio Carlos Delgado Lopes; o 1º tenente PM André Matiello, representando o comandante do CPI-7, da Polícia Militar do Estado, coronel PM Antônio Waldir Gonçalves Filho; o professor e antropólogo Luiz Almeida Marins Filho, articulista há mais de 40 anos do jornal, diretor do Espaço Cultural “São Bento”, da Ordem dos Beneditinos em Sorocaba, e dirigente da Fundação Luiz Almeida Marins; o presidente do Gabinete de Leitura Sorocabano, Antônio Carlos Rubinato; o vice-presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, Roberto Tarpinian; jornalista Samira Galli, colunista social do “Cruzeiro do Sul”; sr. Laor Rodrigues, do Conselho Superior da Faculdade de Direito de Sorocaba (Fadi); e a jornalista Ana Paula Freire, secretária de Comunicação Institucional da Câmara Municipal.

Apresentações musicais de grupo tendo à frente a cantora Tereza Baddini abrilhantaram a sessão.

TESTEMUNHOS DA HISTÓRIA - O DIÁRIO DE SOROCABA foi fundado em 6 de julho de 1958 pelo jornalista Vitor Cioffi de Luca, primeiro profissional de Comunicação com nível superior a atuar na cidade, formado em 1951, na segunda turma de Jornalismo da Faculdade “Cásper Líbero”, de São Paulo. Em 1952, veio para Sorocaba, dirigir o jornal “Folha Popular”, diário de orientação católica, que pertencia então à Cúria. Casou-se com Thereza Conceição Grosso, que trabalhava também na área, na Editora Melhoramentos.

Ao longo de sua história, o DIÁRIO, como também destacado durante a sessão solene, liderou muitas campanhas em prol de Sorocaba, entre elas aquela, agora vitoriosa, pela duplicação da Rodovia Raposo Tavares. Também abriu espaço em suas páginas para entidades filantrópicas. Em novembro de 1998, Thereza e Vitor de Luca, seus fundadores, morreram num acidente automobilístico e o jornal passou a ser comandado pelos filhos.

A pedido do vereador Luís Santos, o presidente do Legislativo sorocabano, Rodrigo Manga, fez o discurso congratulatório aos 60 anos do DIÁRIO. Citando Machado de Assis, Manga enfatizou que “o jornal tem uma função não apenas informativa, mas também educativa, sobretudo quando é feito com a responsabilidade que sua nobre missão exige, como é o caso do DIÁRIO, que há 60 anos cumpre essa nobre missão de informar e formar gerações de sorocabanos, ancorado nos princípios cristãos de sua fundação, em 6 de julho de 1958, quando circulou seu primeiro número”.

O prefeito José Crespo, ao utilizar a tribuna, também afirmou que o DIÁRIO é “um dos maiores patrimônios intelectuais da sociedade sorocabana, refletindo a identidade cultural de Sorocaba, sendo um fator de união ao longo das décadas de sua existência”. O prefeito enfatizou ainda que “o jornal DIÁRIO prima pela ética, imparcialidade e pelos valores cristãos.

Ocuparam ainda a tribuna, para agradecer as homenagens, em nome do jornal e da Família que o mantém, os jornalistas Maurício de Luca, seu diretor executivo, e Cláudio Grosso, editor-chefe. Além do cirurgião-dentista Ulysses da Costa Nunes, filho do publicitário Heitor da Costa Nunes, que da equipe da antiga “Folha Popular” acompanhou Vitor Cioffi de Luca na empreitada para fundar o DIÁRIO seis décadas atrás e aqui permaneceu atuante até a tarde do dia de sua morte em 15 de fevereiro de 2001. Relembrou aspectos da vida de família que vivenciou durante a infância, quando em casa, como na residência da Família De Luca, a conversa à mesa girava sempre em torno das barreiras superadas e conquistas dos primeiros anos de caminhada do DIÁRIO. Depois, adolescente, ele mesmo teria no jornal seu primeiro emprego, primeiro nos escritórios e, em seguida, na redação, inclusive como repórter esportivo, acompanhando, com entusiasmo, sobretudo os campeonatos varzeanos de futebol. “Uma nova etapa na construção no prédio próprio da Penha, uma nova e mais moderna linotipo adquirida ou mesmo um expressivo furo de reportagem, tudo era motivo de conversas à mesa no almoço ou jantar”, afirmou Ulysses à certa altura.

 

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