Sábado, 18 de Agosto de 2018 ASSINE O DIÁRIO 15.3224.4123

Diário de Sorocaba

buscar

<< ECONOMIA Supermercados veem com neutralidade taxa básica de juros mantida a 6,5% Cenário político-eleitoral e controle da inflação após greve dos caminhoneiros devem manter a Selic inalterada até o final do ano

Publicada em 08/08/2018 às 18:33
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

(Foto: ABr)
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) avalia como neutra a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em manter os juros básicos da economia brasileira, a taxa Selic, em 6,5% ao ano, a terceira manutenção seguida. A decisão do Banco Central sinaliza o comprometimento com sua política de juros baixos, mas com cautela relativa a um possível novo cenário inflacionário.
 
O dólar em alta encarece diversos componentes químicos que envolvem produtos nos supermercados. Além disso, a greve dos caminhoneiros elevou, pontualmente, o preço de muitos produtos e pode ter alterado, através das questões logísticas (custos mais altos), alguns produtos que eram os principais em segurar o índice geral de preços, como as proteínas (frango), feijão e arroz. “Com um cenário mais nebuloso e buscando manter a inflação em baixa, o que beneficia a parcela mais pobre da população, faz sentido a cautela do Banco Central. 
 
Como contraponto, a demora muito grande da retomada do emprego formal, muito importante para os supermercadistas, é um argumento para a queda maior das taxas de juros, porém até as eleições de outubro é compreensível a manutenção”, avalia o economista Thiago Berka, da Apas.
 
O valor atual da Selic é sentido de forma ainda tímida nas taxas efetivas aplicadas para o setor supermercadista também de Sorocaba e região relativas aos financiamentos de longo prazo ou de capital de giro, pois na economia real o ritmo de chegada da taxa referência é menor que o esperado. “Na visão da Apas, as baixas taxas de juros beneficiam o setor supermercadista em pontos importantes, como, por exemplo, nas lojas que oferecem produtos eletro e têxtil (hipermercados e grandes supermercados). Nelas, os juros baixos ajudam por melhorarem o crédito e os parcelamentos, o que aumenta as vendas. No que tange à inadimplência, os juros baixos aliviam a população altamente endividada, o que é fundamental para expandir o consumo do varejo alimentar. Finalmente, há impactos positivos na manutenção dos juros para o setor como um todo no que tange ao financiamento da construção e de reforma de lojas, já que há ainda muito espaço nestes investimentos pelas médias e grandes redes, assim como a tendência de abertura de minimercados de proximidade. Tudo isso também contribui ainda mais para a geração de empregos”, explicou Berka.
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar