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<< SOROCABA Secretário vai à Câmara explicar doação de área para empresa do BRT pelo Paço Doação atenderia questão social, ao evitar desocupação de área em que há famílias, e irá reduzir a tarifa

Publicada em 05/07/2018 às 18:16
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(Foto: Divulgação)
O secretário de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais da Prefeitura, Gustavo Barata, foi à Câmara Municipal durante a sessão desta quinta-feira (5), para discutir com os vereadores as bases de projeto enviado à Casa pelo Executivo, que dispõe sobre a concessão onerosa de uma área de 26 mil metros quadrados, localizada na avenida Ipanema, para a BRT Sorocaba Concessionária de Serviços Públicos, empresa que vai gerir o Sistema BRT. Essa área estava destinada, originalmente, à construção de um hospital público municipal.
 
Gustavo Barata explicou que, como a área inicialmente destinada à construção da garagem do BRT, na avenida Antônio Silva Saladino, foi invadida, a Prefeitura optou por utilizar a área destinada ao hospital, uma vez que não há possibilidade de construí-lo devido à falta de recursos. Segundo ele, a medida, além de atender uma questão social, evitando despejar as famílias que ocupam a outra área, também vai representar uma economia para o Sistema BRT. “A empresa deveria desembolsar R$ 7 milhões para construir o BRT. Como ela não vai precisar gastar esse dinheiro, isso deverá reduzir a tarifa”, afirmou o secretário, lembrando que a área, com as benfeitorias construídas pela empresa, voltará para a Prefeitura depois de 20 anos.
 
POSICIONAMENTOS CONFLITANTES - Assim como o vereador Renan Santos (PCdoB), que estava presidindo a sessão, o vereador Francisco França (PT) disse que, uma vez que a questão jurídica não está em discussão, o assunto deveria ser discutido com o secretário do Planejamento, Luiz Alberto Fioravante (que não pôde comparecer devido a problemas de saúde na família). Para o vereador, a Prefeitura está querendo `dar um presente´ para a empresa Consor, que é a mesma do BRT, e que não quis comprar o terreno anteriormente. “Há muita área barata perto do Carandá. Por que não se desapropria uma área próxima ao Carandá e não se inicia o BRT a partir de lá?”, questionou, reafirmando que o terreno que está sendo concedido à empresa tem de ser destinado à construção do hospital.
 
Já o vereador Rodrigo Manga (DEM), presidente da Câmara, elogiou a Prefeitura por não desalojar as famílias da área invadida e observou que o governo anterior comprou o terreno para o hospital, mas o plano não saiu do papel. “Em vez de se pensar em construção, que demora muito tempo, melhor seria o governo optar pelo aluguel de imóveis para a implantação de um hospital e outras unidades de saúde”, asseverou, enquanto Fernanda Garcia (Psol) criticou o projeto que, segundo ela, é falho e apresenta muitas lacunas, acrescentando que BRT vai custar para a população sorocabana R$ 2 bilhões e não foi discutido com a população. 
 
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