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<< CULTURA Parque da Autonomia inscreve para cursos de artes

Publicada em 04/07/2018 às 18:33
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(Foto: Divulgação)
Há 10 anos idealizado pelos bailarinos do Coletivo O¹², o Parque da Autonomia, em Votorantim, no Jardim Icatu, segue oferecendo oportunidades de formação cultural. Neste mês, o espaço está abrindo novas vagas para todos os cursos oferecidos no local. As inscrições podem ser feitas pela Internet (até 29 de julho), através de preenchimento de ficha disponível no site www.coletivoo12.com.br, seguida de envio para nucleos@coletivoo12.com.br; ou presencialmente, na sede do Parque da Autonomia, à rua João Gugoni, 26, com o telefone/whatsApp (15)99813.4808 (até o dia 18). O horário de atendimento presencial é de segunda à sexta-feira, das 8 às 12 e das 18 às 21 horas.
 
Os cursos são ministrados por especialistas. As aulas de coral, por exemplo, têm coordenação de Cadmo Fausto, ex-regente do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, e o Coletivo O¹², grupo de dança contemporânea que foi contemplado nos últimos anos com os principais prêmios do segmento no País, fica à frente das aulas de dança e alongamento postural. No curso de violão, os alunos terão a oportunidade de estudar com Anderson Charnoski, formado no Conservatório de Salto. Graduado em licenciatura musical, ele atualmente se especializa como educador musical no Conservatório de Tatuí. Já na aula de ballet para homens, o professor é Gustavo Pachecco, formado na Miame City Ballet School (EUA). A cantora Márcia Mah é a professora de Canto.  
 
Há vinte vagas disponíveis para cada núcleo. Os cursos de coral e violão recrutam crianças a partir de 8 anos. Cada participante pode optar pelo valor que investirá na sua formação e são três opções: R$ 30 (mínimo), R$ 50 (viável), ou R$ 100 (ideal). Com estas formas de se engajar, o aluno pagante do valor mínimo financia apenas a remuneração do professor do curso do qual se beneficia, mas não contribui com as despesas do espaço (aluguel da sede, contas de água, luz, internet e telefone, seguros e impostos). Já o que optar pelo valor intermediário fortalece mais o projeto, porque colabora com tais despesas, indispensáveis para que os cursos possam acontecer, e aqueles que escolherem o valor ideal colaboram com as contas do espaço, a remuneração dos professores e também da equipe coordenadora do Parque da Autonomia, que trabalhou como voluntária por 10 anos.
 
Thiago Alixandre, co-fundador do Coletivo O¹², explica porque mesmo com todos os desafios eles insistem na continuidade da proposta: “Todos sabem; ser bilíngue ou estudar artes no Brasil não é um direito de todos, mas infelizmente um privilégio de poucos. A linha de corte para quem pode receber uma educação de qualidade no nosso País é, infelizmente, socioeconômica. O Parque da Autonomia é uma tentativa de enfrentar este problema que é de todos nós”. 
 
Thiago ainda destaca que “não adianta continuarmos dizendo que o Brasil não valoriza arte e educação. É preciso reconhecer que o Brasil é feito de cada um de nós. Nós somos o Brasil. Se quisermos um Brasil diferente, precisamos agir diferente. As pessoas estão convidadas a começar a mudar o que pode ser mudado. Mais só é possível se fizermos isso juntos”.
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