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<< CULTURA A Paixão no Circo encerra oficinas de construção de novo espetáculo

Publicada em 18/06/2018 às 18:41
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(Foto: Divulgação)
“A Paixão no Circo”, realizado pelo Circo Teatro Guaraciaba em parceria com o Coletivo Cê, encerrou as oficinas gratuitas de construção de novo espetáculo que leva o mesmo nome do projeto, primeiro espetáculo inédito da trupe, com 71 anos de história. Os selecionados por meio do chamamento, realizado em março, aprenderam como funcionam a produção, direção e cenografia de uma peça teatral e tiveram como professores os responsáveis por cada uma dessas áreas na Companhia: direção, Fernando Neves; assistente de direção, Júlio Mello; cenografia, Jaime Pinheiro; e produção, Andressa Moreira. Para Andressa Moreira, diretora administrativa e produtora geral da peça e responsável pela oficina de produção, foi uma experiência de muito aprendizado e troca de informações: “Eu busquei, desde o início, passar um pouco da minha experiência para eles. É pouco tempo, então eu procurei focar no que eu acho mais importante e no que eles dificilmente aprenderiam em outras oportunidades. Na oficina de produção, alguns alunos já trabalhavam no Terceiro Setor; então, eles vão conseguir implementar onde trabalham um pouco do que aprenderam na oficina”. 
 
Dentre os alunos da oficina de produção, uma se destacou pela sua área de formação e pela paixão que tem pelo circo-teatro sorocabano. “Eu sempre tive aquela paixão de circo desde pequena, porque eu assistia muitos espetáculos. Então, quando eu vi a abertura das inscrições para as oficinas, logo quis participar. Gosto muito de cenografia, mas pela minha profissão acabei optando por participar da oficina de produção, para entender melhor onde tudo começa e adorei. Algumas áreas, como os editais, com certeza vão servir para o meu trabalho”, explica Fabiana Cirino, engenheira de produção e participante da oficina de produção. 
 
Já a oficina de direção fez o fotógrafo Dionízio Martins relembrar os tempos em que era adolescente, quando atuou como diretor de peça durante vários trabalhos de teatro amador no colégio onde estudava. “Quando vi a oportunidade de participar da oficina de direção, me bateu saudades daquele tempo. Pensei que seria uma ótima oportunidade de ver como tudo funciona profissionalmente, porque eu fazia algo amador, do meu jeito. Entendi como um diretor trabalha durante a construção de uma peça e dirigindo os atores. Aprendi muita coisa, principalmente como a função tem papel importante nesse trabalho”, contou. 
 
Júlio Mello, ator e assistente de direção do espetáculo, acredita que o projeto serviu para que tanto os profissionais da arte, como os interessados tivessem a oportunidade de trabalharem juntos em busca do melhor da arte e cultura. “A gente queria que as pessoas se envolvessem de verdade. Não queríamos que fosse algo de mão beijada, sem que eles sentissem, na pele, o que é construir uma peça de teatro”, destacou, lembrando também que durante a oficina de cenografia os participantes puderam entender como essa área é de fundamental importância no contexto de uma peça teatral. Definir cenários, épocas, ambientes e até mesmo cenas emocionantes fazem parte desse trabalho. “Eu sou muito sistêmica em tudo o que faço e, dentro do projeto, pude perceber que não começamos com a cenografia, mas sim, com eles ‘batendo’ o texto. Aparentemente uma prática que seria feita somente pelos atores, foi de todo mundo. Então, a gente foi acumulando processos até chegar, de fato, na cenografia. A contribuição como um todo foi muito legal, principalmente porque nos deram a oportunidade de opinar e acrescentar nossa opinião na construção da peça”, comemora Alessandra da Silva Rodrigues, fotógrafa e participante da oficina de cenografia. 
 
Após 18 encontros, sendo nove presenciais, o resultado do projeto foi encarado como algo produtivo que deveria ser sempre discutido e feito para o bem da arte e da cultura do País. “Eu acabei me envolvendo com cada oficina, criando uma relação mesmo. Achei o projeto enriquecedor para quem já está envolvido e para quem tem a disposição de entender como tudo funciona. Precisamos de pessoas interessadas em conhecer novas possibilidades dentro da arte, do teatro”, finaliza Júlio.
 
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