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<< CULTURA A Bossa do Tom celebra seis décadas de Bossa Nova no Campolim

Publicada em 11/06/2018 às 18:36
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(Foto: Divulgação)
Para a terceira apresentação da 12ª Temporada de Música Instrumental Brasileira de Sorocaba, às 18 horas do próximo sábado (16), no[ Parque do Campolim, a cantora Wanda Sá, o maestro e pianista Gilson Peranzzetta, responsável pelos arranjos e pela direção musical do espetáculo, e o saxofonista e flautista Mauro Senise, três apaixonados pela Bossa Nova e por Tom Jobim, idealizaram o show “A Bossa do Tom”, para celebrar as seis décadas do Movimento da Bossa Nova através da obra de nosso maestro soberano. A apresentação dentro do projeto `Metso Cultural´, elaborado pela MdA, com curadoria do versátil músico sorocabano Marco de Almeida, é gratuita.
 
O roteiro de “A Bossa do Tom” privilegia, assim, a obra jobiniana e inclui clássicos como “Wave” e ˜Vivo sonhando” (Tom Jobim), “Samba de uma nota só” (Tom e Newton Mendonça) e “Janelas abertas”, “Só danço samba”, “Água de beber” e “Garota de Ipanema” (Tom e Vinicius de Moraes) – esta última uma das músicas brasileiras mais gravadas no mundo. 
 
Wanda Sá tem total intimidade com essa obra jobiniana. Como escreveu o jornalista Hugo Sukman, “muita gente, no Brasil e no mundo, faz ou mesmo é bossa nova. Mas só Wanda Sá é bossa nova mesmo. Ou melhor, é bossa nova em todas as suas dimensões: fez parte do movimento, tendo lançado clássicos como ‘Inútil paisagem’, dado por Tom na ocasião que gravou seu primeiro disco, e ‘Vagamente’. Além de ser protagonista da capa mais bossa nova que existe, a do LP ‘Wanda vagamente’ (1964), no qual caminha pela areia da praia arrastando seu violão, numa incrível imagem-síntese”.
 
UM TRIO ICÔNICO - “Nós três estamos muito felizes e honrados com a realização deste show em comemoração aos 60 anos da Bossa Nova, essa jovem senhora atualíssima, que continua encantando o mundo, em Sorocaba. Tom Jobim foi o nosso escolhido para esta homenagem e vamos apresentar algumas de suas mais emblemáticas composições em versões cantadas e instrumentais, com a colaboração de Adriano Giffoni no contrabaixo e João Cortez na bateria”, adianta ao DIÁRIO o maestro e pianista Gilson Peranzzetta.
 
“É um prazer participar desta celebração especial da Bossa Nova, que é uma das músicas mais lindas do mundo, ao lado desses queridos companheiros de som. Vamos tocar um repertório no qual predomina a música do mestre Jobim, o que é sempre um aprendizado para nós, músicos, e um bálsamo para o público, que está tão carente de melodias bonitas e de ricas harmonias”, aposta Mauro Senise. Ele e Peranzzetta mantêm, aliás, um duo atuante (e com álbuns novos, de tempos em tempos) há mais de 25 anos.
 
Wanda Sá, de sua parte, tem total intimidade com essa obra jobiniana, como escreveu o jornalista Hugo Sukman. De aluna de Roberto Menescal ao prestigiado estúdio da Capitol Records, nos Estados Unidos, a cantora surgiu como a grande voz feminina da segunda turma da Bossa Nova, aquela na qual despontaram ainda Francis Hime, Durval Ferreira e Marcos Valle, entre outros. Foi descoberta, ao lado de Menescal, no programa “Dois no Balanço” e, através dele, o então presidente da RGE, Benil Santos, a conheceu e incentivou Menescal a fazer um disco dela, que acabou sendo lançado em agosto de 1964. O álbum é fruto da união de duas turmas, a do Roberto Menescal (Carlinhos Lyra, Tom Jobim, Oscar Castro Neves) com a da estreante Wanda Sá (que incluía Francis, Marcos Valle e Edu Lobo).
 
“Vagamente” não foi só o disco de estreia de Wanda Sá, mas a primeira vez de toda a turma. Foi a sua estreia como cantora e de Menescal como produtor, mas também a de muita gente também. Foi um disco que ficou cult porque trazia essa marca, das estreias, e também por ser um disco de pura Bossa Nova. Nele entram a gravação da primeira parceria de Edu Lobo com Vinicius de Moraes (‘Só me faz bem’) e a música “Inútil Paisagem”, de Tom Jobim, que recebeu de presente do maestro, para lançá-la. Em, 1965, Sérgio Mendes ouviu Wanda Sá cantar e, no ato, já a convidou para excursionar com ele pelos Estados Unidos.
 
Dona de uma vasta discografia e de uma voz linda que encanta por onde se apresenta, Wanda fez, então, toda uma magnífica trajetória dentro da Música Popular Brasileira ligada aos grandes compositores da Bossa Nova, como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Marcos Valle, João Donato e Tom Jobim. É, enfim, uma cantora completa, que toca um violão com charme e personalidade.
 
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