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Diário de Sorocaba

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<< SOROCABA Temer visita Aramar em meio a críticas sindicais Presidente da República estará em Iperó na manhã desta sexta-feira para inaugurações e celebrações

Publicada em 07/06/2018 às 18:09
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(Foto: Divulgação)
A visita do presidente da República, Michel Temer, ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, do Ministério da Marinha, em Iperó, nesta sexta-feira (8), às 10 horas, para uma cerimônia oficial de lançamento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e início da fase de testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene) acontece, porém, cercada de críticas por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia (SINTPq). Em março, um corte de recursos motivou greve dos trabalhadores no local.
 
Embora a visita presidencial ainda inclua as comemorações dos 30 anos de Aramar, o Sindicato atenta para o fato de Temer vir a Aramar três meses após a greve dos trabalhadores da unidade que, “devido a cortes do governo federal no orçamento da área de Ciência e Tecnologia, tiveram reajustes abaixo da inflação nos últimos três anos, acumulando 11,2% de perda salarial”, como afirma em nota. Segundo o presidente do Sindicato, Régis Norberto Carvalho, a vinda de Temer e o evento de hoje “demonstram uma postura incoerente do governo, que celebra os avanços alcançados graças ao empenho dos trabalhadores, mas não lhes garante sequer a recomposição inflacionária”.
 
“A Ciência brasileira está sendo sucateada e a soberania nacional está em risco”, lamenta Carvalho. “Trabalhadores de projetos fundamentais para a defesa e desenvolvimento estão sendo penalizados diariamente com o congelamento salarial. Já estamos vendo o resultado dessa política; cada vez mais profissionais altamente capacitados deixam o País”, analisa o Sindicato, enfatizando que a Lei Orçamentária Anual para 2018, publicada em janeiro no Diário Oficial da União, estabeleceu um orçamento de R$ 12.7 bilhões para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, montante 19% menor que o do ano anterior. No orçamento movimentável, que exclui despesas obrigatórias e é destinado a custeio e investimento, o corte foi ainda maior, de acordo com o SINTPq. Para o próximo ano, estão previstos R$ 4,7 bilhões, 25% a menos do valor aprovado em 2017.
 
O CASO – O Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia relembra que, na negociação coletiva deste ano, o governo apresentou proposta de 0% de reajuste salarial e sinalizou a intenção de retirar benefícios já praticados. Em protesto ao congelamento salarial e à redução de recursos na área, os profissionais da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), que atuam em Aramar e em São Paulo, fizeram greve de três dias em março.
 
No momento, o processo de dissídio coletivo da categoria está aguardando julgamento no Tribunal Regional do Trabalho.
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