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<< POLÍCIA Ruy Amorim é preso por fraudes sindicais

Publicada em 30/05/2018 às 14:21
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(Foto: Arquivo/DS)

A Polícia Federal combateu ontem criminosos que agiam em fraudes em registros sindicais, e mirou em peixes grandes como os gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB). Aqui em Sorocaba, Ruy Queiroz de Amorim, ex-Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários) de Sorocaba, foi preso. Ele era presidente da associação desde 2002, figura conhecida na sociedade sorocabano, e tentou um cargo de vereador pelo PTB nas eleições de 2016.

O empresário foi detido nas ações que a PF denominou de "Operação Registro Espúrio". As apurações começaram há um ano, segundo a PF. São investigados crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

O departamento jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio vai acompanhar o caso. Amorim foi preso no Jardim Europa, zona oeste de Sorocaba, ouvido na sede da PF em Sorocaba -- mesma região -- e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Ele deixou o cargo de presidente em março.

Ao todo, a operação cumpriu 64 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado) e 15 mandados de prisão temporária (de até cinco dias), além de outras medidas cautelares. A PF cumpriu mandados no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Em São Paulo, a PF fez buscas na Força Sindical e na União Geral dos Trabalhadores (UGT).

POLÍTICOS - De acordo com os investigadores, a prisão dos parlamentares chegou a ser pedida, mas foi rejeitada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A operação é de alcance nacional e tenta desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. O núcleo político do esquema teria como participantes o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A PF também pediu a prisão de Roberto Jefferson, mas o ministro Edson Fachin não autorizou.

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