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Diário de Sorocaba

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<< ECONOMIA Alta do dólar pode subir preços nos supermercados Eventuais aumentos serão sentidos em alguns grupos de produtos que usam como base materiais importados em sua fabricação

Publicada em 21/05/2018 às 18:40
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) considera que os preços nos supermercados poderão ser impactados de forma leve pelas constantes variações cambiais do dólar apresentadas nas últimas semanas, mesmo se não será o suficiente para aumentar o índice de inflação mensurado no setor, que deverá permanecer contido nos próximos meses. “Eventuais aumentos de preços serão sentidos em alguns grupos de produtos, já que invariavelmente há aumento nas commodities, produtos importados ou que possuam ingredientes importados em seu processo de fabricação”, explicou nesta segunda-feira (21) ao DIÁRIO o economista da APAS, Thiago Berka. 
 
Um possível aumento pode ocorrer de forma mais branda e especialmente no segundo semestre do ano, já que historicamente, a partir de um câmbio de dólar cotado por mais de 15 dias seguidos a mais de R$ 3,70, houve correlação leve no aumento dos preços no setor. Um dos produtos que pode sofrer impacto é, por exemplo, o trigo, por conta de ser importado e ter seu preço fixado em dólar, por ser uma commodity. “Como é matéria prima de massas e panificados, este grupo de alimentos costuma ser um dos principais a apresentar variações”, comentou Berka. 
 
Artigos de higiene e beleza e produtos de limpeza, que podem ser fabricados com componentes químicos derivados do petróleo e, portanto, importados e cotados em dólar, também podem sofrer com a alta do dólar e ter um leve repasse nas prateleiras. Com relação às carnes, o câmbio em alta torna a exportação muito atrativa para a forte agroindústria brasileira. Entretanto, o embargo atual que as aves vêm sofrendo na União Europeia fez com que houvesse inundação no mercado interno de frango e derivados, resultando em redução de 14% no preço desses produtos no primeiro quadrimestre de 2018. Com a população consumindo mais frango, as proteínas suínas e bovinas acabam perdendo em demanda e tendem a baixar de preço também, para que não percam mercado. Além disso, tem havido recordes de produção nos principais estados produtores do País, o que aumenta a oferta de carnes.
 
 
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