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<< CULTURA Museu de Arte Contemporânea realiza bate-papo com cinegrafista

Publicada em 24/04/2018 às 19:02
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(Foto: Divulgação)
O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba realiza, como parte do projeto da exposição “Olhar Sensível”, um hangout com a cinegrafista Micheli Correia nesta quinta-feira (26), às 15 horas. A entrada é gratuita.
 
Hangout é uma plataforma digital de mensagens instantâneas e chat por meio de vídeo on-line. Micheli Correia, que é deficiente visual desde o nascimento, fará uma transmissão ao vivo, no horário marcado, para falar sobre os trabalhos que desenvolve como cinegrafista há oito anos, utilizando técnicas próprias a partir de suas percepções corporais. 
 
A profissional participou de um vídeo que faz parte da exposição “Olhar Sensível”, produzido em uma saída fotográfica do grupo que integrou o workshop para aprender técnicas de fotografia para pessoas com deficiência visual e que igualmente deu origem à mostra. Além de realizar palestras e oficinas em parceria com o fotógrafo, jornalista e também deficiente visual Teco Barbero, Micheli possui trabalhos reconhecidos como sendo a primeira cinegrafista cega a gravar um documentário no Brasil e cobrir o evento Sesc Verão 2017. Ela também mantém um canal no YouTube e uma página no Facebook, denominados “Olhar Diferente”, para divulgar seus vídeos.
 
O galpão do Museu fica na avenida Dr. Afonso Vergueiro, 280, ao lado da antiga Estação Ferroviária. A mostra “Olhar Sensível” segue em cartaz até 12 de maio no local, com horário de visitação de terça á sexta-feira, das 10 às 17 horas, e aos sábados e feriados, das 10 às 15.
 
'OLHAR SENSÍVEL' - Premiada na oitava edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, um dos mais importantes da museologia em toda a América Latina, a exposição "Olhar Sensível" é realizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, com o incentivo do ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura.
 
Trata-se de uma ação-piloto, com foco artístico e de inclusão de pessoas com deficiência visual, que vai além de uma experiência tátil e auditiva para quem possui essa deficiência. A mostra é conduzida com mediação especial, feita por educadores treinados. Desde o título da exposição, mais os textos do curador responsável Fábio Magalhães e a ficha técnica das fotografias estão impressas em fonte para baixa visão e em braile.  O público que se interessar pode ainda vivenciar a experiência da não visão ao receber uma máscara para sentir a sensação, sempre acompanhado dos mediadores.
 
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