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<< EDUCAÇÃO Ensino Médio ainda lidera índice de evasão na região Contudo ferramentas contribuem com redução de taxa de alunos fora da escola

Publicada em 21/04/2018 às 16:45
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(Foto: Divulgação)
Apesar do avanço na redução do índice de evasão escolar na Região Metropolitana de Sorocaba, é o Ensino Médio que ainda apresenta maior taxa de alunos fora da escola, chegando a 6%. Em 2014, esse dado já foi maior, representando 15%.  
Sorocaba possui 80 escolas estaduais. Ao todo, são atendidos 56.539 alunos, ou seja, 6.371 alunos no Ensino Fundamental (Anos Iniciais), 26.641 alunos no Ensino Fundamental (Anos Finais), 21.577 alunos no Ensino Médio, 752 alunos na Educação de Jovens e Adultos (Ensino Fundamental) e 1.218 alunos na Educação de Jovens e Adultos (Ensino Médio).
No Ensino Fundamental, existem os ciclos iniciais, que vão do 1º ao 5º ano, e finais, do 6º ao 9º. Sobre a evasão nessas fases, o dirigente regional de ensino, Marco Aurélio Bugni, ressalta ser consideravelmente baixa. Levando em consideração os ciclos iniciais, atualmente, o índice de evasão é menos de 1%, e nos finais, abaixo de 2%. 
Bugni admite, ainda, existir registro de evasão, principalmente no Ensino Médio, contudo ressalta que a tecnologia proporciona cada vez mais ferramentas para que, de forma ágil, contribua na redução de alunos fora da escola. Um dos sistemas destacados por ele é a Busca Ativa, lançado em 2015, que faz levantamentos de faltas e tenta solucionar o caso.
Outro ponto considerado positivo por Bugni, e que é visto como controlador de ausências nas aulas, é o Diário de Classe Digital; trata-se de um aplicativo, que está sendo recomendado nas escolas, em que o professor pode ter uma visualização da turma, lançamento e consulta de frequência, registro de aulas e lançamento de avaliações. 
 
CAUSAS – O dirigente regional de ensino considera o Ensino Médio uma fase em que muitas atividades misturam-se na vida do estudante, exigindo mais tempo, principalmente pelo acúmulo de funções. “Muitas vezes, a pessoa fica sobrecarregada com trabalhos e demais atividades e, para o estudo, acontece um desestímulo”, considera. 
Bugni cita, ainda, que nesse índice de 6% correspondente à evasão escolar no Ensino Médio incluem-se pessoas que deixam de estudar, porém, tempos mais tarde, acabam voltando à escola nos programas supletivos. 
Ele frisa também a importância da família como estímulo para que o aluno prossiga nos estudos. “Algumas pesquisas mostram que o prosseguimento dos filhos nos estudos está muito atrelado à escolaridade da mãe, mas, independente disso, o acompanhamento familiar é fator número um nesse caso. Precisamos de acompanhamentos de verdade.” 
 
SUGESTÕES - A professora Carolina Boddy trabalha com reforço escolar e acompanha de perto a realidade de alunos com multitarefas. Ela reforça a necessidade do acompanhamento familiar para o bom desempenho do estudante e a redução na evasão escolar. “Quando a família vivencia a escola com seu filho, está presente no dia a dia, a evasão cai drasticamente. Não basta apenas levar o filho à escola, tem de acompanhar, conhecer o projeto, os colegas e professores”, aconselha.
Como sugestão, Carolina diz que as escolas também precisam estar cada vez mais atentas à realidade da comunidade de alunos. “Se a evasão se dá por conta de alunos que precisam trabalhar, a escola pode tentar parcerias com empresas de estágio que solicitam a matrícula na escola. Outra forma é criar vínculos de afetividade familiar, promovendo encontros e atividades de interação social.”
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