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<< CULTURA Dona Ivone Lara é velada e enterrada no Rio

Publicada em 17/04/2018 às 17:16
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(Foto: Portal Brasil)
A cantora e compositora Dona Ivone Lara foi enterrada na tarde de ontem, no Cemitério Inhaúma, no Rio de Janeiro. Ela morreu na noite de segunda-feira (16), aos 97 anos, e foi velada na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na zona norte da cidade.
Dona Ivone Lara estava internada desde a sexta-feira passada (13) no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva da Coordenação de Emergência Regional, no Leblon, com um quadro de anemia.
A Portela, outra escola tradicional de Madureira, divulgou nota chamando Dona Ivone Lara de “patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira”. Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.
Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, Dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê”, depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê. Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio, Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.
Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.
Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, “Samba minha verdade, samba minha raiz”, em 1974. Ao se aposentar da área da Saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.
Entre suas composições mais conhecidas estão “Sonho meu” e “Acreditar”, ambos em parceria com Délcio Carvalho.
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