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<< SOROCABA Sindicato da Habitação é contra fiação subterrânea em novos loteamentos

Publicada em 10/04/2018 às 18:32
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(Foto: Divulgação)
O presidente do Secovi (Sindicato da Habitação do Estado), o empresário sorocabano Renato Amary, usou a tribuna no final da sessão desta terça-feira (10) da Câmara, para se posicionar contra projeto dos vereadores Iara Bernardi (PT) e Silvano Júnior (PV), que estabelece que “todos os novos loteamentos, condomínios, vilas e similares ficam obrigados a projetar e implantar cabeamento subterrâneo nas vias públicas”. A norma proposta aplica-se à rede elétrica, cabos telefônicos, TV a cabo, cabos de Internet e assemelhados, cabendo ao Poder Público regulamentar sua aplicação.
 
“Todo custo que se incorpora em determinado produto fatalmente chega ao consumidor final. A exigência de fiação subterrânea nos novos loteamentos limita o acesso à moradia, incentivando a invasão de terra na cidade e a proliferação de loteamento clandestino. Se vivêssemos na Noruega, que tem uma renda per capita de 100 mil dólares por ano, é possível pensar em fiação subterrânea para todos, por que é esteticamente melhor, mas, no Brasil, não é economicamente viável”, afirmou Amary.
 
O presidente do Secovi pediu aos vereadores que nesta quinta-feira (12), quando o projeto entra em segunda discussão, após ter sido aprovado em primeira, seja considerado o custo econômico da obrigatoriedade da fiação subterrânea que, segundo ele, custa de três a quatro vezes mais do que a fiação comum. “É importante frisar que, quando o loteador faz a rede de água e esgoto, ele a doa para o Saae, ou seja, para o patrimônio público, para nós mesmos. Mas no caso da fiação elétrica, ela será paga pelo comprador do lote e será doada para a CPFL”, explicou.
 
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