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<< COTIDIANO Pets idosos exigem cuidados e carinho redobrados Qualidade de vida do animal está ligada ao amparo familiar e acompanhamento veterinário

Publicada em 13/03/2018 às 22:16
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(Foto: ABr)
Assim como o ser humano necessita de carinho e atenção, principalmente na terceira idade, os pets idosos também exigem uma atenção maior em relação a sua saúde. Embora cada animal tenha sua particularidade, a regra é basicamente a mesma para todos: acompanhamento veterinário rigoroso.
 
De acordo com o médico veterinário, Adelmo Guilhoto Miguel, que atua na área clínica e cirurgia de cães, gatos e animais silvestres na Clínica Espaço Veterinário, os pets atingem a maturidade sexual muito cedo. Ou seja, por volta dos 7 meses, cães e gatos já estão fisiologicamente aptos à reprodução. “Por isso, dizemos que o primeiro ano de um pet equivale a 15 anos de um ser humano. A partir daí, contamos em média 7 anos caninos para cada ano vivido por eles”, explica.
 
Para um cão ser considerado idoso deve ser levado em conta o porte e a raça do animal, pois quanto menor o tamanho, maior a expectativa de vida e consequentemente a fase de idoso será mais tardia. “Um pinscher, por exemplo, é considerado idoso a partir dos 8 anos. Já com um dogue alemão, isso ocorre por volta dos 6 anos”, exemplifica Adelmo, ressaltando que pets idosos estão mais propensos a doenças cardíacas, renais e articulares. “Além disso, os tumores são uma realidade e representam grande desafio para nós, clínicos veterinários.”
 
Com essa nova fase na vida do bichinho, a rotina deve ser mudada. Adelmo reforça a necessidade de exames preventivos regulares realizados pelo médico veterinário. “Eles detectam precocemente as doenças e melhoram o prognóstico relacionado à qualidade de vida dos nossos velhinhos.” Ele destaca que um dos exames mais solicitados é o SDMA, que detecta um quadro de insuficiência renal com aproximadamente 2 anos de antecedência, quando comparado ao perfil renal tradicional solicitado hoje nas clínicas. Também é comum a avaliação de alterações cardíacas através dos exames de ecodoplercardiograma, eletrocardiograma e pressão arterial sistólica.
 
Além disso, a alimentação deve ser balanceada para evitar o sobrepeso, que prejudica as articulações. “Pequenas caminhadas são bem-vindas, desde que não existam problemas articulares graves. Escadas e degraus que colaborem com doenças articulares e discopatias devem ser evitados”, aconselha. Já as brincadeiras dependem do estado geral do pet. “Aqueles com lesões articulares tendem a ser mais sedentários e evitam caminhadas e brincadeiras que requerem esforço físico.”
 
Ambiente familiar e chegada de um novo pet
 
A pessoa que tem um pet deve ter a consciência de que o animalzinho passa a fazer parte da família, exigindo carinho e atenção, e quando o animal é idoso, um cuidado especial é necessário. De acordo com Adelmo, o apoio da família é essencial para que esse pet se sinta amparado.
 
O veterinário ainda chama a atenção para um fato curioso que costuma acontecer com os animais mais velhos quando um novo pet chega à família. “Os cães são muito sociáveis e apreciam a companhia canina. Na maioria das vezes, nossos clientes relatam que o cãozinho idoso não só acolhe com muito carinho o novo morador como também se mostra mais disposto para brincar e se alimentar”, enfatiza Adelmo.
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