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<< REGIÃO Funcionários entram em greve no complexo de Aramar Pela primeira vez, lotados no Centro Experimental da Marinha fazem paralisação para reivindicar reajuste salarial

Publicada em 13/03/2018 às 18:18
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(Foto: Divulgação)
Funcionários da empresa Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), que atua no Centro Experimental de Aramar, complexo da Marinha do Brasil situado na rodovia Iperó-Sorocaba, iniciaram uma greve na manhã desta terça-feira (13). A reivindicação do primeiro movimento grevista de que se tem notícia dentro de Aramar desde sua inauguração em 1988 é por reajuste salarial.
 
As atividades foram paralisadas logo na entrada do expediente. Os funcionários concentraram-se nas portarias das três unidades e manifestaram-se junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia (SINTPq), que trazia faixas e carros de som. A Amazul estima que cerca de 10% dos 1.800 empregados aderiram ao movimento. “Já são três anos de perdas salariais com reajustes abaixo da inflação”, informou o Sindicato em nota. Segundo a categoria, a empresa ofereceu 0% de correção e sinalizou o corte de benefícios para o próximo ano.
 
Procurada, a Amazul afirmou que houve várias rodadas de negociações. “Mas a Amazul, como empresa totalmente dependente do Tesouro Nacional, não tem autonomia para conceder reajustes nos salários ou nos benefícios oferecidos aos empregados, que devem ser autorizados pelo governo federal”, explicou.
 
As atividades essenciais em Aramar não serão prejudicadas. A Amazul informa ter uma liminar concedida pelo desembargador Rafael Edson Pugliese Ribeiro, do Tribunal Regional de Trabalho de São Paulo, que estabeleceu em 305 o número mínimo de profissionais que não podem paralisar as atividades em Aramar. O não cumprimento da decisão implica em multa diária de R$ 10 mil imposta ao Sindicato.
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