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<< POLÍCIA Professor é preso por abusar de aluna especial

Publicada em 27/02/2018 às 17:54
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Um professor de Música que trabalhou na Associação Educacional Pró-Ex Sorocaba, conhecida e benemérita instituição da cidade que atende crianças e jovens especiais, com algum comprometimento mental e neurológico, como Síndrome de Down por exemplo, foi preso na manhã desta terça-feira (27) pela Polícia. Ele abusou sexualmente de uma aluna de 20 anos, de dezembro de 2015 a março de 2016. A moça tem a mentalidade de uma criança de 7 anos, mas mesmo assim a mãe percebeu algo de errado e a vítima conseguiu contar-lhe o que estava acontecendo. Uma senhora, muito amiga da aluna, também foi de grande valia para a Polícia para prender o maníaco S.L., 37 anos, que abandonou a escola e sua residência em Sorocaba e por quase dois anos conseguiu escapar da Polícia.
 
Quando percebeu que a filha estava sendo vítima de abuso, a mãe procurou o Plantão Policial para comunicar o crime. Ela foi encaminhada para a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM), que prontamente pediu um exame médico no IML. O laudo saiu no mesmo dia, comprovando o abuso que a moça sofria. As investigações começaram em março de 2016 e, na mesma ocasião, o acusado abandonou a escola e a casa em que vivia.
 
Preso enquanto dirigia seu carro pela avenida Dom Aguirre, o maníaco foi indiciado por estupro de vulnerável, crime que pode dar de 7 a 15 anos de cadeia. Ele foi recolhido à Cadeia Pública de Pilar do Sul. Sua prisão preventiva foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Sorocaba há um mês e a Justiça pediu empenho da Polícia em sua localização devido à gravidade dos crimes cometidos. O acusado não mantinha mais residência fixa e não era encontrado pela Polícia, até que investigações da Delegacia Seccional direcionaram para sua localização na manhã de ontem. Uma campana foi efetuada e o criminoso preso.
 
Ele era professor na Pró-Ex há algum tempo e também dava aulas em algumas instituições de cunho religioso. O depoimento da vítima, aliada aos relatos da senhora sua amiga e de pessoas na escola, assim como fatos relatados de que ele costumava dispensar os alunos para ficar com a moça a sós dentro da sala de aula, ajudaram a Polícia a compor um inquérito robusto de provas e pedir a sua prisão, como informaram à imprensa em coletiva na tarde de ontem, na Seccional de Polícia, pelos delegados Marcelo Carriel, José Ordele Alves Lima Júnior e Ana Luíza Salomone, seccional de Polícia, assistente da Seccional e titular da Delegacia de Defesa da Mulher respectivamente.
 
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