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<< ECONOMIA Geração solar cresce 135% na região em 2017 No final de setembro, 87 clientes na região de Sorocaba produziam a própria energia a partir da instalação de painéis fotovoltaicos

Publicada em 18/01/2018 às 18:28
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(Foto: ABr)
Mais consumidores de Sorocaba e da região têm escolhido gerar a própria energia por meio da instalação de placas fotovoltaicas, informou esta semana a CPFL Piratininga. De acordo com dados da concessionária, 87 residências, comércios e indústrias utilizam energia solar em setembro de 2017, um crescimento de 135% frente ao mesmo período de 2016, quando apenas 37 consumidores utilizavam a modalidade. Os dados consideram a quantidade de clientes com painéis solares homologados pela distribuidora nas cidades de Sorocaba, Itu, Votorantim e Araçoiaba da Serra. 
 
Entre janeiro e setembro do ano passado, 33 novos clientes passaram a produzir a própria energia a partir da geração solar distribuída. Isso representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado e também praticamente o crescimento visto no mercado da região de Sorocaba desde 2015, quando os primeiros clientes começaram a instalar os painéis fotovoltaicos em suas unidades consumidoras. Embora os consumidores residenciais liderem o crescimento, representando 89% das instalações realizadas no ano passado na região, a geração distribuída solar também traz benefícios para estabelecimentos comerciais e indústrias. Ao investir em um projeto de geração solar, o consumidor passa a produzir a sua própria energia, podendo reduzir em até 95% o valor da sua conta de luz e contribuindo para o meio ambiente. 
 
Pelas regras definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), clientes podem abater da conta de luz o volume de energia produzido pelos painéis solares. Quando o consumo é menor do que o volume gerado, a diferença se torna um crédito, usado para reduzir a fatura com a distribuidora local — os clientes ainda precisarão das concessionárias para atender a demanda à noite, quando não há geração de energia. Para Pablo Becker, diretor executivo da Envo, braço da CPFL Energia para a geração distribuída solar para residências e clientes comerciais e industriais de pequeno porte, a geração solar é uma excelente alternativa para quem quer economizar na conta de luz e pretende adotar hábitos mais sustentáveis em relação ao meio-ambiente.
 
CADA VEZ MAIS ACESSÍVEL - Desde dezembro de 2012, quando a micro e mini geração distribuída foi regulamentada pela Aneel, o valor do investimento inicial já caiu entre 15% e 20% e hoje está na faixa de R$ 15 mil a R$ 20 mil, dependendo do porte do projeto a ser instalado na unidade consumidora do cliente. Com a economia gerada na conta de luz, o cliente tem um retorno rápido, entre seis e sete anos.
 
O primeiro passo para adotar a geração de energia solar é analisar a conta de luz e o consumo, além de avaliar as condições estruturais da instalação que receberá os painéis fotovoltaicos. A partir da análise do consumo de energia, empresas como a Envo realizam o dimensionamento (capacidade instalada, número de placas, inversor) do sistema solar que será instalado na unidade consumidora do cliente. O modelo mais tradicional de instalação das placas solares é o aproveitamento dos telhados, onde há maior incidência solar sem sobras, embora também haja a opção de instalar no solo. A partir de uma estrutura que fixa as placas, a energia gerada vai para o inversor, equipamento que faz a inversão da energia da corrente contínua para a corrente alternada, mais usada no dia a dia. 
 
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