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<< POLÍCIA Corpo em estado de decomposição é encontrado em córrego da Barcelona

Publicada em 15/01/2018 às 18:34
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POLÍCIA
 
Mais um corpo ainda não identificado foi encontrado no início da tarde de domingo (14) em Sorocaba. Em avançado estado de decomposição, possivelmente se trata de uma mulher, já que estava usando um top nos peitos. O cadáver foi achado na bacia de contenção da rua Professora Ana Rita de Moraes Coelho, no bairro da Barcelona, depois que um morador de rua se deparou com ele ao procurar por reciclados em meio ao córrego. O morador de rua avisou alguns da vizinhança. que acionaram a Polícia. Investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba passaram a tarde no local trabalhando na perícia.
 
Apenas um exame necroscópico confirmará o sexo do cadáver e a causa da morte. Há, pelo menos, um mês Sorocaba vive um período sangrento, com várias mortes ocorrendo na cidade. O caso deste domingo pode ser mais um de feminicídio, uma vez que se comprove que o cadáver é de uma mulher e que sua morte foi provocada. Entre 16 de novembro e 26 de dezembro do ano passado, o Município registrou cinco mortes violentas de mulheres. No dia 16 de novembro, a policial civil Esmerlei Demétrio da Silva, 56 anos, foi encontrada morta em sua casa, no Jardim Novo Horizonte. Há indícios de ferimento provocado por arma de fogo; a Polícia ainda investiga esse caso. Um dia depois do Natal, a vendedora Mariana Pereira Ribeiro Coelho, 34 anos, foi assassinada a golpes de faca pelo ex-marido, Júlio Theodoro de Souza, de 33, na rua Santa Maria, cruzamento com a rua Cel. Nogueira Padilha, na Vila Hortência. Depois de desferir vários golpes, o acusado tentou fugir, mas foi linchado pela população. Júlio sobreviveu. No dia 27 de novembro, Aline Andrade Silva, 30 anos, foi assassinada pelo marido Márcio Antonio de Oliveira Silva, que cometeu suicídio em seguida. 
 
ASSASSINO É LIBERADO COM ESCOLTA POLICIAL - Em um dos casos de assassinato que ocorreram nas últimas semanas, Celso Rodrigues Nunes, 33 anos, foi liberado pela Polícia, que fez escolta para ele deixar unidade policial votorantinense. Foi indiciado por homicídio. Ele se apresentou voluntariamente com um advogado na quarta-feira passada, dia 10, na Polícia Civil, onde admitiu que matou Juliana Jovino e que abandonou a filhinha dela de 2 anos em um bairro de Sorocaba (Jardim Novo Eldorado). Deu duas versões sobre os fatos para o delegado responsável, Gilberto Montenegro Costa Filho, no 2º Distrito Policial de Votorantim. Juliana Jovino foi encontrada morta na represa de Itupararanga no dia de Natal. Tinha 24 anos.
 
Celso afirmou que conheceu Juliana no dia 23 de dezembro. Num bar, ele disse que tomou bebidas alcoólicas e que a moça usou cocaína em grande quantidade (um exame que ainda não saiu deve apontar a presença ou não de drogas no sangue da vítima). Depois foram para um churrasco na véspera do dia de Natal e após isso foram buscar a criança na casa de Juliana, seguindo depois para a casa do acusado. Lá, ele afirma que a moça começou a ficar roxa e não acordava mais. Ficou desesperado e saiu de carro com ela sem sentidos deitada no banco de trás e a menina na frente. Teria optado, então, por abandonar a criança em uma rua do bairro Novo Eldorado. E a mãe optou por jogá-la nas águas da represa. O corpo foi encontrado boiando já sem vida horas depois, na segunda-feira de Natal. A garotinha foi socorrida por moradores e hoje está sob a guarda dos avós maternos. Juliana não sabia nadar e a família não tinha conhecimento sobre o uso de cocaína por parte dela. O caso segue sob investigação e o laudo toxicológico deve apontar se havia drogas no sangue da vítima.
 
De janeiro até novembro de 2017, foram 50 pessoas assassinadas em Sorocaba e 46 tentativas de homicídio registradas. Em 2016, os números totais foram de 62 casos de homicídio e 57 de tentativa de homicídio. O ano mais violento de todos nos registros policiais foi em 2002, com 133 pessoas mortas.
 
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