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Diário de Sorocaba

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<< POLÍCIA Aposentado é assassinado em disputa de terreno

Publicada em 21/11/2017 às 18:50
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(Foto: Germano Schonfelder)
MORTE POR ENCOMENDA
 
Nélson Salina Rodrigues, 64 anos, foi morto com tiros na cabeça e peito, em um bar no bairro Barcelona, em agosto. Sua morte foi encomendada. O mandante de seu assassinato foi Wilson Roberto Rufino Gonçalves, 42 anos. O executor foi o matador Pedro Henrique Rodrigues, 24 anos, vulgo Tenê. Mais dois comparsas desse crime foram presos: Luiz Antônio Cleto Peres, 31 anos, vulgo Bloco, um dos motoristas no carro de fuga; e Welder da Silva Barros, 26 anos, que fez o intermédio das partes no assassinato. Ele também estava com um carro na hora do crime. Morador de um condomínio de luxo do Campolim, já tem passagens criminais; Tenê e Bloco também têm uma longa ficha corrida, inclusive por homicídios. Wilson mandou matar Nélson por disputas de terreno nas propriedades que tinham no bairro rural da Caputera, numa briga que se arrastou por 15 anos.
 
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba solucionou o crime e prendeu todos os envolvidos, conforme relatos apresentados à imprensa na manhã desta terça-feira (21), pelos delegados envolvidos na elucidação do caso, dr. Acácio Aparecido Leite e dr. Mário Luiz Ayres. Todos estão atrás das grades do Centro de Detenção Provisória, no bairro da Aparecidinha, indiciados por homicídio qualificado. O matador e o motorista eram invasores de apartamentos e estavam residindo no Carandá, na Zona Norte, onde foram presos. Um revólver calibre 38, possivelmente usado no homicídio, foi apreendido com Tenê. Ele e Bloco confessaram o crime; Wilson nega as acusações. Welder permaneceu calado nas oitivas.
 
Rufino tinha um pesqueiro no bairro da Caputera, e vivia entrando em conflito com Nélson, ora pelas divisões dos limites das propriedades, ora pelas águas de um córrego que corre por ambos os terrenos, ora pela venda da parte de um para outro, transação que nunca dava certo.  Cansado de tudo, Rufino pediu para seu amigo Welder intermediar um contrato com um assassino; Bloco, que já matou antes em Sorocaba, cobrou um debito antigo de Tenê e este aceitou o contrato, que a principio seria um `emprego´.
 
No dia dos fatos, 8 de agosto, uma terça-feira, apenas Rufino não foi ao bar. Welder dirigiu seu Citroen C4 prata até o local e Bloco seu Corsa Sedan preto, levando Tenê. O jovem assassino desceu do carro, caminhou ate o bar e matou Nélson com dois tiros.
 
UM MÊS DE PLANEJAMENTO - Foi um mês de planejamento para do crime. O local escolhido foi o bar favorito da vítima, localizado na avenida Paraguai, no bairro da Barcelona. Nélson, um bancário aposentado, não tinha passagens pela Polícia, era pacato e gostava de ficar em sua chácara, todo dia ia até o bar; Welder identificou esse hábito e preparou a tocaia com Tenê e Bloco. Imagens de câmeras de segurança, obtidas em locais próximos ao bar, permitiram identificar a placa do Corsa preto usado na fuga. Mesmo com a péssima qualidade da gravação, os trabalhos de inteligência da DIG levaram até o prefixo AQY-4788, de propriedade de Bloco. A sua prisão acabou levando à localização dos outros. Apenas Rufino não foi preso pela DIG - uma abordagem de rotina da Polícia Militar o prendeu por tráfico semanas atrás.
 
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