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<< ECONOMIA Clima natalino chega ao comércio de Sorocaba Varejo espera aumento nas vendas; mais trabalhos temporários devem ser ofertados

Publicada em 11/11/2017 às 23:37
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(Foto: Germano Schonfelder)
Andar pelo Centro de Sorocaba em meados de novembro já traz aos passantes a experiência sensorial de que o Natal está chegando: as lojas de variedades lotam suas prateleiras com produtos nas cores vermelho, verde e dourado e as músicas da época preenchem o ambiente. O comércio está abastecido para o fim de ano e as expectativas são boas.
 
Em um estabelecimento da rua Padre Luiz, a gerente Juliana Batista revela que a preparação para as vendas de Natal começam ainda no Dia das Crianças, celebrado em outubro. “Agora, já temos 80% dos materiais em loja”, diz, justificando a organização pela procura dos clientes. “A gente sempre tem perspectiva de aumento, mas parece que este ano o brasileiro está mais confiante”, anima-se. 
 
Juliana conta ainda que os itens de maior saída são os acessórios para a árvore de Natal e que, atualmente, as cores inusitadas são um sucesso. “Teve uma cliente que disse que a neta ia nascer e queria a decoração toda rosa!”, contou.
 
O movimento era intenso nesta semana também em uma loja da rua Dr. Álvaro Soares, na qual há preços para todos os bolsos. O gerente Alexandre Salvador afirmou que as vendas estão superando o que a rede esperava: “Nosso setor de Natal está todo montado, só vamos contar com reposição”, explica.
 
A engenheira Taís Ribeiro, 32 anos, decidiu procurar um pisca-pisca e um Papai Noel de varanda logo no início das vendas para não enfrentar as multidões do Centro no fim de ano. “Perto do Natal vai estar um caos”, comenta. Ela está satisfeita com o preço dos enfeites e acredita que a crise não pode abalar o espírito natalino. “Temos que deixar o ambiente mais agradável”, reconhece.
 
O pensamento é o mesmo da pensionista Lucimara Ghiraldi, 47 anos, que revela comprar alguns produtos novos a cada ano. “A gente não pode perder a essência; a vida continua”, afirma. “No ano passado, estava muito caro, não comprei nada. Agora, está muito melhor”, garante a cozinheira Maria Cecília ramos, 55 anos, que diz adorar decorar a casa no Natal que, para ela, é uma época muito importante. “É sobre Jesus, que é tudo na nossa vida”.
 
PREÇOS DEVEM CAIR – Os preços do varejo para o Natal devem cair 1,1%, em média, em relação ao ano passado. É a primeira vez que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê deflação para o período desde o início do levantamento feito pela entidade, em 2009.
 
No ano passado, os preços para a data comemorativa subiram, em média, 9,8% e, em 2015, a variação média foi de 10,9%. Segundo a entidade, a queda nos preços deve acompanhar a tendência que vem sendo constatada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de queda da taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deverá fechar o ano em torno de 3%.
 
No levantamento sobre as expectativas do setor para o Natal, a CNC elevou suas estimativas de crescimento das vendas para o Natal e de contratação de trabalhadores formais no período. A expectativa de crescimento das vendas subiu de 4,3 % para 4,8%, enquanto as estimativas para a contratação de trabalhadores formais passou de 73.100 para 73.800 vagas.
 
Com a revisão para cima da expectativa de vendas durante o período natalino, a CNC reviu também a projeção de arrecadação do setor, que deverá movimentar R$ 34,7 bilhões – crescimento de 4,8% na comparação com o Natal do ano passado. Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes, “a inflação baixa, a redução na taxa de juros e a contínua melhora do mercado de trabalho” contribuíram para uma percepção mais positiva sobre as vendas deste final de ano.
 
A publicação da CNC indica que o aumento nas vendas deverá ocorrer principalmente nas lojas de móveis e eletrodomésticos, que esperam movimentar R$ 3,1 bilhões (+17,4% a mais que no Natal de 2016). Destacam-se também os segmentos de hiper e supermercados (R$ 11,6 bilhões), lojas de vestuário (R$ 9 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5 bilhões). “Juntos, estes segmentos deverão responder por dois terços das vendas natalinas deste ano”, estima Bentes.
 
CONTRATAÇÕES SERÃO POSITIVAS – Segundo a CNC, a expectativa positiva em relação ao volume das vendas durante o Natal também deverá se refletir em mais demanda por trabalhadores temporários. Ao revisar de 73.100 para 73.800 a previsão de contratação de trabalhadores formais para o Natal deste ano, a entidade destacou o aumento da oferta de vagas nos segmentos de vestuário e calçados (48,4 mil vagas), seguidos por hiper e supermercados (10,3 mil) e pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8 mil). A expectativa da CNC é de que 30% dos trabalhadores contratados de forma temporária para o Natal sejam efetivados após o período de festas.
 
NA INTERNET – As vendas pela Internet devem, por outro lado, igualmente crescer neste ano, tornando o comércio virtual o principal meio de compras do Natal de 2017, segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento feito nas 27 capitais brasileiras indicou que 40% dos consumidores pretendem adquirir presentes pela rede. Desses, 54% disseram que pretendem comprar mais da metade das lembranças de fim de ano dessa forma.
 
O número indica ainda que as compras pela Internet devem superar as feitas em centros comerciais, estimadas para este ano em 37%. Em 2016, os centros comerciais, como os shoppings centers, responderam por 41% das vendas de Natal, enquanto o comércio eletrônico correspondeu a 32%. Em 2017, 37% dos consumidores ainda pretendem ir a lojas de departamento, 26% a lojas de bairro e 13% a shoppings populares.
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