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<< ECONOMIA Em um ano, cesta básica tem queda de R$ 40 em Sorocaba

Publicada em 06/10/2017 às 17:44
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
O preço da cesta básica sorocabana em setembro de 2017, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, teve uma queda de 6,62%, ou seja, R$ 40,24 pagos a menos pelo consumidor. Quando comparado com agosto, o preço da cesta apresentou uma queda de 0,15%, passando de R$ 568,52 para R$ 567,67, ou seja, R$ 0,85 pago a menos. Os dados constam no boletim divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Laboratório de Ciências Aplicadas da Universidade de Sorocaba.
 
Os grupos de bens que compõem a cesta básica sorocabana apresentaram, em setembro, as seguintes variações de preço em relação a julho, alimentação (-0,10%); limpeza de (0,21%) e higiene pessoal (-0,86%) (Gráfico 2). Os produtos que mais contribuíram para essa queda foram: o feijão, o alho, o leite longa vida, a muçarela fatiada e a cebola. Dos 34 itens pesquisados na cesta básica sorocabana, 21 deles apresentaram queda no preço. 
 
Entre os itens que apontaram maior queda está o alho (-17,48%), cotado a R$ 3,54 em setembro, ante R$ 4,29 em agosto. Com isso, o preço do alho já apresenta a terceira queda consecutiva no ano e a cotação mais baixa desde novembro de 2015, quando foi cotado a R$ 3,38 (200grs.). A queda de preço do alho que vem ocorrendo nos últimos meses foi acentuada em setembro devido à intensificação da colheita das regiões sudeste, centro-oeste e nordeste, que começaram em julho e vai até outubro, aliada à entrada da safra da região sul que começou no fim de setembro. 
 
A cebola aparece em segundo lugar, com queda de 15,32% em seu preço, cotada a R$ 1,88/kg em setembro, ante R$ 2,22/kg em agosto. O principal motivo foi a elevação da oferta de seu bulbo. O feijão foi o terceiro item que apresentou queda no seu preço médio (-11,53%), passando de R$ 4,77/kg em agosto para R$ 4,22/kg em setembro. Tal queda já é a sua terceira consecutiva no ano, e seu principal motivo foi a intensificação da colheita da safra de inverno, que foi favorecida pelas condições climática. Outro produto que também teve redução em seu preço foi o leite longa vida. Seu preço médio em agosto era de R$ 2,59/litro, passando para R$ 2,45/litro em setembro, ou seja, uma queda de -5,41%. 
 
Com o resultado de setembro o leite longa vida apresentou a sua quarta queda consecutiva no ano e atingiu o valor 28% inferior a setembro do ano passado, quando foi cotado a R$ 3,39/litro. As principais explicações para essas consecutivas quedas de preços são o clima favorável, que permitiu uma melhor pastagem e, consequentemente, uma maior captação de leite; a queda de preços dos cereais de invernos, que reduziu os custos da ração; e a menor procura por leite no varejo, atacado e laticínios.  
 
Já entre os produtos que apresentaram as maiores altas de preços em setembro está o frango resfriado, que foi cotado no mês passado (agosto) a R$ 5,27/kg, e passou para R$ 5,54/kg no mês de setembro. Esta alta está relacionada à maior demanda pelo produto no mercado interno e, também, pela redução da sua oferta no mercado doméstico devido ao aumento das suas exportações no mês passado (agosto). Contudo, o preço do frango em setembro se manteve exatamente igual ao registrado no mesmo mês do ano passado. Em seguida está a carne de 1ª, que apresentou alta de 4,84% em seu preço, cotada a R$ 22,75/kg em setembro ante R$ 21,70/kg em agosto. Tal alta foi consequência do aumento do preço do boi gordo para o abate. Mesmo com a alta, o preço da carne de primeira ainda está 0,6% menor quando comparada a setembro de 2016.
 
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