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<< ENTRETENIMENTO Feminicídio é tema do Profissão Repórter

Publicada em 03/10/2017 às 18:13
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(Foto: Divulgação)
No Brasil, a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. O crime de ódio baseado no sexo, amplamente definido como assassinato de mulheres, é o tema do “Profissão Repórter” desta quarta-feira (4), que vai ao ar a partir da 0h20, na TV Globo. “É importante falar sobre isso porque muita gente não sabe o que é feminicídio. O programa é bem didático para que as pessoas entendam o que é, como conseguir identificar e fazer a denúncia”, explica a repórter Monique Evelle.
 
Acompanhada por Caco Barcellos, Monique vai ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, onde entrevista um jovem condenado por estrangular a namorada de 18 anos. “Ele foi denunciado pelo próprio pai”, diz Monique, que nunca havia entrado em um presídio. “Foi muito difícil encarar a situação. Como mulher, poderia ter sido eu”.
 
Já o repórter Estevan Muniz explica o que caracteriza o crime de feminicídio e acompanha o julgamento de um caso em Caucaia, no Ceará. Segundo a reportagem, Samyla foi morta aos 19 anos pelo marido, depois de ficar cerca de um mês fazendo os serviços domésticos com uma arma apontada na cabeça. “O crime foi motivado por ciúmes. Ela levou seis tiros, quase na presença do filho, de cinco anos”, diz Estevan.
 
A edição também conhece a família da veterinária Telma, morta a tiros pelo marido. Em entrevista à repórter Nathalia Tavolieri, durante o velório, os familiares disseram que Telma nunca denunciou as agressões que sofria à polícia. “Ela podia ter vindo embora, mas acho que ela gostava dele”, conta o padrinho da vítima. Para Nathalia, o tema chama a atenção pelo descaso da sociedade. “Enquanto fazia a matéria, ouvi de muitas pessoas que o assunto era frescura.”
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