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<< SOROCABA Adiada entrega da Santa Casa à Irmandade Hospital deve voltar à Irmandade dentro de 30 dias

Publicada em 01/09/2017 às 18:05
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(Foto: Secom)
A Santa Casa de Misericórdia, que ainda está sob intervenção da Prefeitura, só deve voltar a ser administrada pela Irmandade dentro de 30 dias.  O prazo de setembro para o término da requisição do Município não deve ser cumprido, já que o Plano Operativo Assistencial (POA), documento que norteia o convênio entre o hospital e a Prefeitura, ainda precisa de ajustes que garantam o pleno funcionamento da unidade. A previsão é de que esses ajustes estejam prontos até o começo de outubro.
 
Isso é o que ficou decidido durante reunião na manhã desta sexta-feira (1º) com a prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), secretários municipais e o presidente do Conselho Administrativo da Santa Casa, padre Flávio Jorge Miguel Júnior.  Em junho deste ano, a Igreja Católica passou a ser a mantenedora da Irmandade da Santa Casa, mas ainda não conseguiu administrar o hospital por conta da requisição feita pela Prefeitura, que investe perto de R$ 6 milhões por mês para manter a unidade com as portas abertas.
 
Por orientação da prefeita, também foi criado na reunião um grupo de trabalho com secretários municipais de várias pastas e padre Flávio, que terá a incumbência de discutir ações que permitam a Santa Casa criar aportes para o seu funcionamento, como, por exemplo, recursos financeiros.  
 
Referência para o atendimento médico de urgência e emergência a pacientes do SUS – Sistema Único de Saúde, a Santa Casa foi requisita pela Prefeitura no dia 24 de abril deste ano, depois da abertura de inquéritos policiais que apontaram o envolvimento de ex-diretores do hospital com o desvio de verbas. Hoje, a Santa Casa tem de administrar uma dívida na ordem de R$ 70 milhões com bancos, fornecedores e funcionários, e o completo sucateamento de equipamentos, falta de material médico-hospitalar, falta de medicamentos, entre outros.
 
Padre Flávio disse que a reunião foi produtiva, principalmente porque a Prefeitura está disposta a dar respaldo ao trabalho da irmandade e, assim, encontrar mecanismos que solucionem o pleno funcionamento do hospital.
 
Já o secretário de Saúde, Ademir Watanabe, crê que, até o começo de outubro, já tenham sido resolvidas todas as questões pertinentes ao funcionamento da Santa Casa. Ele ressalta, ainda, que o Plano Operativo Assistencial está sendo redefinido entre Prefeitura e  Irmandade da Santa Casa.
 
Para a prefeita Jaqueline Coutinho, “é um absurdo termos um hospital dessa natureza e não conseguirmos dar o suporte necessário de atendimento à população. O que estamos fazendo agora é discutindo de que maneira a Santa Casa oferecerá os seus serviços aos pacientes sem que tenhamos que intervir nesse serviço”, destaca.
 
Na reunião, participaram os secretários de Relações Institucionais e Metropolitanas, Francisco Pagliato Neto, da Fazenda, Fábio de Castro Martins, de governo, João Leandro da Costa Filho, de comunicação, Sandra Navarro, e mais três funcionários da Prefeitura que foram destacados no processo de intervenção da Santa Casa.
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