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<< CULTURA Trienal de Artes presenteia cidade com grafites de nomes renomados

Publicada em 09/08/2017 às 23:03
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(Foto: Divulgação)
FRESTAS
  
Às vésperas da abertura neste sábado (12) da segunda edição de Frestas – Trienal de Artes, do Sesc Sorocaba, a cidade já pode apreciar também, entre outras expressões artísticas espalhadas pelo espaço urbano local, duas obras de renomados artistas da cena do grafite nacional, que chamam a atenção na região central.  As obras “Femme Maison”, de Panmela Castro, conhecida como a `rainha do grafite no Brasil´, pintada na parede lateral do Palacete Scarpa, sede da Secretaria da Cultura e Turismo da Prefeitura, no cruzamento das ruas Souza Pereira e Dr. Álvaro Soares, e o painel do artista Nunca, pintado na lateral de um prédio residencial da praça Coronel Fernando Prestes, atraem a curiosidade de quem passa pelo Centro.
 
Após o encerramento da Trienal, no dia 3 de dezembro, os grafites continuam a fazer parte do cenário urbano de Sorocaba, que segundo o Sesc, promotor das iniciativas, entra, assim, para o rol de cidades como Rio de Janeiro, Cochabamba, Oslo, Miami, Tel-Aviv, Nova York, Berlim e Paris, que também expõem obras de Panmela Costa em seus muros; e de países como Escócia, Inglaterra e Estados Unidos, que possuem painéis do Nunca.
 
Brasileira, feminista, defensora dos direitos humanos, colecionadora de arte, empresária cultural e promotora de arte de rua produzida por mulheres no Brasil, Panmela Costa é considerada uma das principais artistas do grafite no mundo. Produziu pinturas em mais de dez países e também exibiu em galerias de arte como o Museu da Cultura Brasileira. Seu trabalho também é parte da coleção do Inter-AmericanDevelopment Bank (IDB), em Washington, e da Câmara dos Deputados, em Brasília.Na abertura de Frestas no sábado, a artista ainda apresentará a performance “Femme Maison”, das 15 às 17horas, em diversos espaços do Sesc Sorocaba, no Jardim Faculdade, o mesmo acontecendo no domingo (13), das 13 às 15.
 
Já Francisco Rodrigues da Silva, mais conhecido como Nunca, desde meados do ano 2000 emprega na escala urbana seus desenhos e pinturas de grandes proporções. Ao lado de outros grafiteiros da mesma geração, começou a trabalhar em São Paulo, mas levou sua produção a outras metrópoles do mundo. Entrou para o circuito institucional e para o mercado de arte contemporânea contribuindo para fortalecer o debate, a recepção midiática e o público da arte urbana.Figurativas e dotadas de características marcantes, as intervenções de Nunca evocam elementos do passado brasileiro e de um repertório gráfico no qual o regional está em colisão com um imaginário cosmopolita atual. Povos originários, de gente mestiça, de hábitos e tradições diversos, são levados a conviver com signos das culturas pop e de massa, da vida e dos conflitos de raças, classes, interesses e territórios nas cidades.Também na forma, o artista propõe diversidade: uma polifonia visual de cores vibrantes preenche campos em oposição a desenhos com contornos e hachuras em preto, que conferem escala e volume ao assunto representado.
 
FRESTAS – TRIENAL DE ARTES - A partir de sábado, dia 12, o Sesc Sorocaba abre, então, a segunda edição de Frestas – Trienal de Artes. Com curadoria de Daniela Labra e construída a partir de núcleo expositivo, ciclo de debates e conferências, intervenções urbanas e ações de diferentes naturezas, a proposta do evento 2017 parte da ideia de fresta para relacionar, de modo poético e crítico, a noção de interstício ou `espaço-entre´, com diferentes possibilidades de ordem sensível, plástica, formal, conceitual, política e filosófica que são oferecidas pela produção de arte contemporânea.
 
Mais de 60 artistas, nacionais e internacionais, e cerca de 150 obras ocupam os prédios do Sesc Sorocaba e também espaços da cidade como o Palacete Scarpa, a praça Coronel Fernando Prestes, o Jardim Botânico e a praça Castro Alves (defronte à Rodoviária), entre outros. Com o tema “Entre Pós-Verdades e Acontecimentos”, este Frestas discute, assim, temas urgentes da atualidade, com obras que refletem as ambiguidades da arte em si e também da vida contemporânea.
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