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<< SOROCABA Instaurada CPI para investigar transporte coletivo

Publicada em 03/08/2017 às 18:05
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
Com o objetivo de apurar possíveis irregularidades no transporte coletivo urbano em Sorocaba, foi instaurada nesta quinta-feira (3) a Comissão Parlamentar de Inquérito chamada CPI do Transporte, por requerimento do vereador Renan Santos (PCdoB), escolhido para presidir a CPI, que terá como relator o vereador Hudson Pessini (PMDB). 
 
Santos explica que a greve trouxe à luz as dificuldades do sistema público de transporte de Sorocaba. Ainda segundo ele, o município tem uma das tarifas mais caras do Brasil e muitos usuários reclamam da qualidade desse transporte. 
 
Em seu pronunciamento, Santos comparou o transporte público de Sorocaba com o de São José dos Campos, com população estimada de 695.992 habitantes. “Enquanto Sorocaba subsidia o transporte público com R$ 70 milhões por ano, o transporte público de São José dos Campos não tem subsídio, continua tendo a figura do cobrador, o salário do motorista é quase igual ao de Sorocaba e, apesar disso tudo, a tarifa lá é mais barata.”
 
No requerimento que embasa a instauração da CPI, Santos ressalta o esforço da Câmara no sentido de encontrar solução para a “maior grave dos trabalhadores do transporte público no município”, suspensa no dia 27 de julho e com julgamento previsto pela Justiça Trabalhista para o próximo dia 9.
 
“Propôs-se, inclusive, a disponibilização de aproximadamente R$ 3 milhões de devolução de recursos da Câmara para o Poder Executivo, para que esse dinheiro fosse aplicado no subsídio que a Prefeitura repassa ao sistema, visando à resolução das questões geradoras da greve”, disse o vereador. 
 
Também no requerimento, ele critica o prefeito José Crespo (DEM) por não participar pessoalmente nos momentos cruciais da discussão, onde poderia fazer o papel de conciliador.
 
A CPI terá prazo de 90 dias para concluir seus trabalhos, sendo declarada extinta se não fizer dentro desse prazo, a menos que, antes, a maioria dos seus membros aprove a prorrogação do seu funcionamento por, no máximo, mais 90 dias. 
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