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<< CULTURA Sorocaba recebe nova edição de Frestas – Trienal de Artes

Publicada em 01/08/2017 às 18:16
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(Foto: Divulgação)
ARTE CONTEMPORÂNEA
 
O Sesc abre no próximo dia 12, sábado, em Sorocaba, a segunda edição de “Frestas – Trienal de Artes”.  Com o tema “Entre Pós-Verdades e Acontecimentos” e curadoria da crítica de arte Daniela Labra, o evento gratuito ocupará diversos pontos da cidade, até 3 de dezembro. “Além de promover o intercâmbio entre artistas locais, regionais e internacionais, `Frestas´ contribui para a descentralização dos polos de arte contemporânea no Brasil ao proporcionar o acesso a diferentes formas de bens culturais ao público do Interior paulista”, comemora o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.
 
Entre projetos comissionados, performances, residências artísticas, intervenções urbanas e trabalhos feitos exclusivamente para a Internet, a Trienalapresentará cerca de 160 obras, produzidas por 60 artistas contemporâneos de diferentes gerações e de 13 países, que discutem as ambiguidades presentes nas artes e as duvidosas verdades nos discursos midiáticos cotidianos.“A proposta curatorial aponta caminhos para refletir acerca da impossibilidade de definir Verdade, tanto nas atuais narrativas políticas globais, sustentadas por redes de memes, falsos profetas e populismos midiáticos, como também na arte, cujas certezas sobre sua natureza regrada começam a ruir já no final do século XIX”, antecipa Daniela Labra,chilena, pós-doutora em Estéticas da Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que atualmente reside entre o Rio de Janeiro e Berlim e que definiu cincos eixos para a exposição: ambigüidades formais, transdisciplinaridade, performatividade, sexualidade e crítica social.
 
A MOSTRA - A mostra principal de Frestas acontece em uma área de 2.300 metros quadrados construída especialmente para o evento no estacionamento do Sesc Sorocaba, no Jardim Faculdade. Lá estarão trabalhos de renomados artistas brasileiros, como Wanda Pimentel. Representante da vanguarda da arte pop nacional, a carioca terá suaobra revisitada com relevos pintados e telas das décadas de 1960-70 pouco conhecidas, com temas urbanos e femininos. Também do Rio de Janeiro, o pintor Daniel Senise, expoente da “Geração 80”, realiza seu primeiro projeto utilizando a técnica metacrilato em fotografias. Sobre imagens do antigo refeitório dos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana, ele aplica objetos e resíduos retirados do próprio local, que permanece abandonado. 
 
Já mato-grossense Gervane de Paula critica de forma bem-humorada a construção de símbolos do Pantanal frente a problemas da região, como a devastação agrícola e o tráfico de drogas. Em uma de suas obras, souvenires de onças, jacarés e frutas surgem ao lado de um grande cachimbo de crack, que no lugar de pedra de fumo tem tuiuiús prestes a serem queimados. E, ainda entre os brasileiros, Fabiano Marques investiga procedimentos da Justiça, aludindo à infância vivida em Sorocaba durante anos repressivos da ditadura militar. 
 
Outros locais do Sesc também serão ocupados. Na área expositiva no térreo do edifício principal, estará o “Departamento de Reclamações”, do coletivo norte-americano Guerrilla Girls, realizado no ano passado na Tate Modern, em Londres, por artistas feministas – que não revelam sua identidade e sempre aparecem em público com máscaras de gorila – e convidam os visitantes a entrarem e registrarem qualquer tipo de queixa.Na área externa, o anfiteatro ganhará diversos manequins pintados de verde cintilante que, por meio de efeito chromakey, são a base de fundo de um vídeo inédito do carioca Pedro França. Já na ponte estaiada, que interliga os dois prédios da Unidade, o paulistano Daniel Lie construirá uma grandeinstalação ornamental com plantas naturais e a expressão “Passa Logo”, referente tanto ao local de passagem,como a vida breve da obra e da Humanidade. Até a fachada será usada como suporte para uma intervenção artística: o gaúcho Daniel Escobar negociou com cinco comerciantes da cidade a retirada de uma letra que anunciava o nome de seus estabelecimentos, formando com elas a palavra “Sonho” na frente do Sesc Sorocaba.
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