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<< CULTURA Macacos voltam para fim de trilogia

Publicada em 01/08/2017 às 18:13
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(Foto: Divulgação)
CINEMA
 
Sem decepcionar, “Planeta dos Macacos: A Guerra” chega aos cinemas neste fim de semana para encerrar a trilogia de sucesso que começou dirigida por Rupert Wyatt, em 2011, e termina com Matt Reeves. Recheado de referências cinematográficas e históricas, o longa oferece um conflito mortal entre macacos e humanos.
 
No primeiro filme da recriação desse universo, que levou o subtítulo de “A Origem”, fica clara a mensagem sobre opressão na sociedade. A premissa levou às metáforas políticas tratadas no decorrer da saga, que culminam no apocalipse de uma mudança drástica na hierarquia social retratada.
 
Em “Planeta dos Macacos: A Guerra”, o público vê César e seus macacos empurrados a um conflito contra um exército de humanos. Diante de muitas baixas, o líder César busca vingança para sua espécie. A simultânea abordagem de macacos desertores trabalhando para humanos traz também uma reflexão interessante sobre a quebra da ideia de bem e mal.
 
Os cinéfilos podem ficar dispersos com a quantidade de referências a filmes de guerra; em uma delas, lê-se “Ape-calypse Now” em uma parede, um trocadilho com o filme “Apocalipse Now” (1979) e a palavra inglesa “ape”, que significa “macaco”.
 
Com cenas apoteóticas de ação, o longa consegue envolver o espectador para que tenha interesse na forma como aqueles embates estão afetando os personagens. A direção de Reeves usa a tecnologia a seu favor para explorar expressões e olhares dos macacos criados através de efeitos especiais.
 
Com todos os ingredientes para ser mais um "blockbuster" da temporada, “Planeta dos Macacos: A Guerra” impressiona pelos recursos digitais e a sensibilidade com a qual explora opressões e preconceitos sociais contemporâneos. Trata-se de um fechamento de respeito para uma grande trilogia e mantém a deixa para as amplas possibilidades que o universo símio é capaz de oferecer.
 
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