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<< BRASIL Ex-presidente da Petrobras é preso em Sorocaba A investigação teve como base delações premiadas de Marcelo Odebrecht e Fernando Reis

Publicada em 27/07/2017 às 12:53
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(Foto: ABr)
O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi preso nesta quinta-feira (27) em Sorocaba, pela Operação “Cobra”, na 42ª fase da “Lava-Jato”. Bendine teria recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações, segundo informações das equipes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).
 
Segundo as investigações, antes de receber os R$ 3 milhões, em 2015, Bendine pediu outros R$ 17 milhões de propina à Odebrecht quando ainda era presidente do Banco do Brasil. Em troca, ele atuaria para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial. Bendine mantém residência em Sorocaba com a família.
 
HISTÓRICO – Bendine presidiu o Banco do Brasil entre abril de 2009 e fevereiro de 2015, quando substituiu Graça Foster na presidência da Petrobras. A investigação teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex- presidente executivo do grupo que leva seu sobrenome, e do executivo da companhia, Fernando Reis.
 
Por entender que Bendine não tinha poder para influenciar na rolagem do empréstimo, a empresa decidiu não pagar os R$ 17 milhões, mas acabou aceitando repassar,
posteriormente, R$ 3 milhões para garantir seus interesses na Petrobras, disseram os procuradores.
 
Os indícios mostram que os pagamentos foram feitos em três repasses de R$ 1 milhão, todos em 2015, através de contratos fictícios de consultoria junto a uma empresa
laranja, informou o MPF.
 
Em nota do MPF, o procurador da República, Athayde Ribeiro Costa, destacou a audácia dos envolvidos. “É incrível topar com evidências de que, após a ‘Lava-Jato’ já estar em estágio avançado, os criminosos tiveram a audácia de prosseguir despojando a Petrobras e a sociedade brasileira”, disse.
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