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<< SOROCABA Ônibus parados em ponto final geram registro de BO Sindicato contesta e diz que os ônibus estão circulando em comboio de dois ou três carros por questão de segurança

Publicada em 06/07/2017 às 12:24
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(Foto: Secom)
Dois Boletins de Ocorrência (BO) foram registrados nesta quinta-feira (6) pela Urbes-Trânsito e Transportes por conta de irregularidades na retomada da greve do transporte, como classifica a empresa pública.
 
De acordo com a Urbes, sete motoristas estavam parados no ponto final da linha Júlio de Mesquita Filho. O outro flagrante ocorreu no ponto final da Avenida Adolfo Massaglia, com oito ônibus estacionados no local.
 
"Esta atitude deliberada do Sindicato, além de prejudicar a população, perturba a circulação viária. Os motoristas estão sujeitos às penalidades previstas no artigo do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa de R$ 5.869,40, sete pontos na CNH e suspensão da CNH por 12 meses", reforça. Linhas operando em comboio também teriam sido registradas. 
 
Fora isso, na manhã desta quinta-feira, por volta das 9h10, usuários do Transporte Coletivo fizeram protesto na Avenida Dr. Afonso Vergueiro, em frente ao Terminal Santo Antônio, devido à paralisação. A linha do Campolim, por exemplo, que deveria ter 15 ônibus circulando, estava com quatro veículos atendendo à população.
 
"A fiscalização feita de forma integrada pela Urbes – Trânsito e Transportes, Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM) está ocorrendo durante todo o dia nos pontos finais dos ônibus para não permitir que estes veículos permaneçam por longos períodos nestes locais de forma premeditada. Esta situação vem sendo registrada em outros locais e tudo será comunicado ao Tribunal Regional do Trabalho", diz a Urbes.
 
Por sua vez, o Sindicato informa que a greve dos trabalhadores em transporte urbano de Sorocaba, que entrou em seu oitavo dia, segue respeitando a liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.
 
A entidade esclarece, ainda, que é normal os ônibus permanecerem parados por alguns minutos nos pontos finais para que o motorista possa comer, beber água, fazer suas necessidades biológicas e cumprir o intervalo de descanso previsto na lei do motorista (13.103/2015).
 
"Nestes dias de greve, em algumas linhas, os ônibus estão circulando em comboio de dois ou três carros por questão de segurança, já que a categoria vem recebendo constantes ameaças e a Guarda Civil Municipal (GCM), ao invés de promover a segurança dos passageiros e dos motoristas, está a cumprir ordem de pressionar e ameaçar os trabalhadores em transporte de recebimento de multa e até de demissão. Pressão essa que altera o psicológico do trabalhador, deixando o motorista nervoso, o que compromete o desempenho de seu trabalho e a segurança do transporte. Como nos dias de greve o número de ônibus em circulação é menor, em algumas linhas como a do Campolim, o Sindicato teve que redistribuir os ônibus para atender linhas que operam em outras localidades que também têm fluxo considerável de passageiros", explica. 
 
 
 
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