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<< SOROCABA Greve no transporte pode durar até agosto Previsão se dá por conta do julgamento do dissídio coletivo pela Justiça do Trabalho; Urbes afirma que todas as medidas cabíveis serão tomadas

Publicada em 06/07/2017 às 11:58
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(Foto: Germano Schonfelder)
A greve dos trabalhadores em transporte urbano de Sorocaba poderá durar até o julgamento do dissídio coletivo pela Justiça do Trabalho, previsto para acontecer no dia 9 de agosto, adianta o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região.
 
Na madrugada desta quinta-feira (6), a greve no transporte foi retomada na cidade. Segundo o Sindicato, não haverá interrupção da paralisação nos fins de semana, como ocorreu anteriormente, e o transporte especial continuará funcionando em 100%.
 
A entidade afirma estar cumprindo a liminar determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 15ª Região, e manterá 70% da frota dos ônibus em circulação nos horários de pico e 50% nos demais horários. 
 
A decisão de retomar a greve deu-se nesta quarta-feira (5), quando Sindicato e empresas operadoras do transporte, STU e Consor, não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial na audiência de tentativa de concilicação, que ocorreu em Campinas. 
 
Os trabalhadores reafirmaram a rejeição da proposta de 4% de aumento salarial nas assembleias de terça-feira (4). Conforme o Sindicato, mais de 800 funcionários participaram dos encontros e estão cientes dos riscos do processo de dissídio coletivo.
 
Assim, a reivindicação é o mesmo reajuste concedido aos trabalhadores do transporte de Votorantim - 4% retroativo a maio e 1,57% a partir de setembro, aumento no tíquite-refeição para R$ 21/dia e PLR para R$ 1,6 mil pago no retorno das férias.
 
Já a Urbes-Trânsito e Transportes diz lamentar a decisão do Sindicato em retomar a greve. "Além de descumprir a determinação do TRT dada durante a audiência, o Sindicato da categoria prejudicará mais uma vez a população sorocabana."
 
A empresa pública afirma, ainda, que todas as medidas cabíveis serão tomadas. "Além de comunicar o TRT do descumprimento da decisão, será solicitada ao tribunal que defina as condições de frota mínima de ônibus, conforme consta na própria ata da audiência."
 
O Sindicato diz que a tutela de urgência não determina multa caso a categoria retome a paralisação. “Apenas os termos da tutela de urgência tornam-se nulos e o Tribunal irá julgar o dissídio coletivo”, rebate. 
 
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