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<< SAÚDE Irmandade da Santa Casa de Misericórdia passa por mudanças Arcebispo será novo moderador e auditoria vai avaliar finanças dos últimos três anos da entidade

Publicada em 20/06/2017 às 23:02
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(Foto: Germano Schonfelder)
O arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Julio Endi Akamine, SAC, passa a ser o moderador da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba. O anúncio da nomeação, entre outras mudanças, deu-se na tarde desta terça-feira (20), durante coletiva de imprensa nas dependências do hospital. O pedido ao arcebispo foi feito pelo presidente do Conselho Administrativo da entidade, padre Flávio Jorge Miguel Júnior. 
 
“Isso foi se desenrolando automaticamente, e isso só pode ser de Deus; agora, fizemos a mudança estatutária onde o arcebispo de Sorocaba passa a ser o moderador”, disse padre Flávio. Ele ressaltou, ainda, que a medida reforça que não existe Igreja sem caridade. “Impossível amarmos a Deus e não amarmos os irmãos; não podemos ser indiferentes aos que estão sofrendo.”
 
Padre Flávio ressalta, ainda, que a Irmandade busca investidores para o término de obras nas dependências do hospital. “Aqui, temos uma parte de saúde privada. Com essa privatização teríamos o dinheiro para arcar com as dívidas da Irmandade, mas isso levará anos, de quatro a cinco anos.” Fora isso, uma empresa de auditoria foi contratada para analisar as finanças dos quatro últimos anos da entidade. “Até agosto essa auditoria estará pronta.” Ele diz também que, com a Igreja na liderança da Irmandade, os trabalhos terão credibilidade, trazendo recursos, principalmente da iniciativa privada. 
 
As mudanças não afetarão o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme assegura o presidente da entidade.
 
A Irmandade foi fundada no início de 1803, com o objetivo de manter um hospital para atender aos pobres e necessitados. No início, funcionou numa igreja dedicada a Santo Antônio, que existia no centro da cidade. Desde abril, a gestão da Santa Casa foi assumida oficialmente pela Prefeitura. 
 
Padre Flávio reforça, ainda, que a decisão de a Igreja estar liderando este trabalho atende aos pedidos do papa Francisco, “em que prefere uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.
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