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<< SOROCABA Pais pedem apoio contra fechamento do Maylasky Polêmica envolvendo transferência do prédio para o Instituto Federal de São Paulo levou representantes dos estudantes à Câmara

Publicada em 16/05/2017 às 19:17
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(Foto: Divulgação)
Pais de alunos da Escola Municipal “Matheus Maylasky” (que por sinal até já perdeu o Luiz de seu nome, como lamentam os historiadores locais), preocupados com a possibilidade de entrega do prédio ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP), estiveram na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (16), protestando e pedindo o apoio dos vereadores que, por sua vez, não deixaram de defender a manutenção da Escola no prédio onde funciona há 70 anos e hipotecar solidariedade à causa. Os vereadores também defenderam, de outro lado, a construção de câmpus próprio para o Instituto Federal de Educação em outra área. 
 
A pedido do presidente do Legislativo, Rodrigo Manga (DEM), a representante das mães utilizou a Tribuna Popular. Segundo Kelen Pavani, os pais receberam telefonemas anônimos informando que a Escola seria desativada no final deste ano. “Não somos contra o Instituo Federal, mas não em troca do sacrifício de nossa Escola. O prédio está em pé graças aos esforços de pais e professores. Há 70 anos o `Maylasky´ faz história, educando nossos filhos”, afirmou, sugerindo a utilização dos galpões da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, localizados atrás do prédio da Escola, no início da rua Hermelino Matarazzo, para a instalação do IFSP ou ainda o prédio do antigo Instituto “Humberto de Campos” e até mesmo um antigo câmpus da Faculdade Anhanguera, na Zona Norte. Também ressaltou os problemas com a localização e estrutura da Escola Estadual “Monsenhor João Soares”, nos altos da avenida Dr. Afonso Vergueiro, no bairro de Santa Terezinha, para onde está sendo cogitada a transferência dos alunos do `Maylasky´. Destacou ainda que o prédio da Monsenhor não é adaptado, por exemplo, aos cadeirantes que estudam na `Maylasky´. 
 
APOIO DOS VEREADORES - Após a manifestação da Tribuna Popular, o grupo de mães seguiu com o presidente da Comissão de Educação da Câmara, Pastor Apolo (PSB), para uma reunião com a secretária de Educação da Prefeitura, Marta Cassar, no Paço, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Manga, garantia que participaria de outra reunião no final da tarde desta terça-feira ainda com o prefeito José Crespo (DEM) e com o presidente do Instituto Federal de Educação para debater o assunto. 
O líder do Governo, vereador Fernando Dini (PMDB), afirmou que a situação foi criada pelo governo passado, do ex-prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB), e que há quinze dias foi proposta a cessão de uma área para o Instituto Federal no bairro do Éden, para construção do câmpus com verba federal. O vereador José Francisco Martinez (PSDB), que também defendeu a manutenção da Escola no prédio, ressaltou, por sua vez, que o governo passado apenas emprestou as salas do `Maylasky´ para aulas noturnas, ressaltando que o prédio não foi cedido para o Instituto Federal. 
 
Já a vereadora Iara Bernardi (PT), que foi uma das responsáveis diretas pela implantação de cursos do IFSP em Sorocaba, disse entender que o imbróglio coloca na pauta a importância de ampliação do Instituto Federal, que está instalado em um prédio cedido pela Universidade de São Carlos (UFSCar), no bairro de Santa Rosália, ao lado do hipermercado Extra, através da construção de seu câmpus.  “Todo mundo acha importante o Ensino Profissionalizante. A quem interessa provocar essa indisposição?”, questionou, lamentando que o Instituto Federal seja alvo dessa polêmica e ressaltando que um prédio simples não atende às necessidades de sua ampliação, citando que o câmpus de Itapetininga do IFSP ocupa uma área de 25 mil metros quadrados.
 
Em seguida, o vereador Péricles Régis afirmou que a diretoria do Instituto Federal nunca demonstrou interesse em ocupar o prédio do `Maylasky´, sendo apenas levantada a hipótese de reforma da área federal já doada para a construção de sede própria num espaço pertencente à antiga Estrada de Ferro Sorocabana, ao lado do colégio, o que depende de recursos. 
 
Prazo estendido
 
Na tarde desta terça-feira (16), em reunião no Paço Municipal com a diretoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFSP, o prefeito José Crespo solicitou um prazo maior, até 30 de junho, para tomar uma decisão sobre a liberação do prédio ocupado pela Escola Municipal "Matheus Maylasky", que passaria a abrigar os cursos do IFSP.
 
Até o fim desse prazo, a Prefeitura deverá receber uma proposta definitiva, por escrito, ressaltando as intenções do instituto. Entre as possibilidades, aventou-se a ideia da utilização compartilhada do prédio do Maylasky, que será estudada e discutida nos próximos encontros entre a Prefeitura e o instituto. Em contrapartida, a instituição se dispôs a oferecer o Ensino Médio Integrado para os alunos do Maylasky, que após concluírem o 9° ano do Ensino Fundamental dariam sequência a sua formação nas instalações em que já estudam atualmente.
 
Para o prefeito José Crespo, é preciso critério e planejamento para a mudança. "Não vamos tomar nenhuma decisão no afogadilho. Estamos falando dos nossos estudantes, portanto é preciso tempo e cuidado para tomarmos qualquer decisão", disse no encontro.
 
A Secretaria da Educação, Marta Cassar, reforça o compromisso da Prefeitura em fazer uma escolha que seja a melhor para todos. “Não teremos nenhum prejuízo para nenhuma das partes envolvidas. Sairão ganhando tanto os alunos do Maylasky, que terão instalações próprias, quanto toda a comunidade, que irá ganhar uma instituição de ensino superior muito importante”, concluiu.
 
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