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<< ECONOMIA Com alta da batata, cesta básica fica quase R$ 3 mais cara ao sorocabano Já na diferença de um ano, consumidor paga R$ 17,56 a mais na cesta

Publicada em 04/05/2017 às 17:28
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
O preço da cesta básica sorocabana em abril deste ano, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, teve um aumento de 3,05%, ou seja, R$ 17,56 pagos a mais pelo consumidor. Quando comparado com março deste ano, o preço apresentou uma alta de 0,47%, passando de R$ 590,15 para R$ 592,93, ou seja, R$ 2,78 pagos a mais. Os dados constam no balanço divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Laboratório de Ciências Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso).
 
Os grupos de bens que compõem a cesta básica sorocabana apresentaram, em abril de 2017, as seguintes variações de preço em relação ao mês anterior: alimentação (0,44%); limpeza de (0,92%) e higiene pessoal (0,45%). Os produtos que mais contribuíram para essa alta foram a batata, a carne de 2ª, a muçarela fatiada, o café e o biscoito de água e sal.  
 
Dos 34 itens pesquisados na cesta básica sorocabana, a batata foi o item que mais apresentou alta em abril (62,9%), passando de R$ 1,86/quilo (março) para R$3,03/quilo (abril). Devido aos baixos preços no começo do ano, muitos produtores reduziram a área plantada que seria colhida em abril; isso, junto com o fim da safra em algumas grandes regiões produtoras, levou à redução da oferta de batata, contribuindo, assim, para a forte alta de seu preço. Apesar disso, ela ainda está mais barata quando comparada com o mesmo mês do ano passado; na época, a batata estava sendo cotada a R$4,77/quilo. 
 
A cebola foi o segundo item a apontar a maior elevação do preço no mês, passando de R$1,63/quilo para R$1,83/quilo, alta de 12,27%. Com o final da safra de cebola na região Sul, sua oferta foi reduzida, aumentando seu preço. Outro item que também sofreu forte alta em relação ao mês anterior foi o biscoito água e sal (8,22%), passando de R$ 2,19/200g em março para R$ 2,37/200g em abril. Contudo, no ano, o biscoito acumula uma alta de apenas 3,9%. Por sua vez, a muçarela fatiada foi o quarto item que mais sofreu alta (5,82%), cotada a R$27,08/quilo no mês de abril ante R$25,59/quilo em março. Tal alta é devido principalmente ao aumento de preço no mês anterior do seu principal insumo, o leite. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, a muçarela está muito mais cara (30,82%); na época, seu preço estava em R$ 20,70/quilo. O absorvente também teve alta de 4,36% neste último mês (abril), cotado a R$ 3,35 o pacote com oito unidades ante R$3,21 em março. Porém, no ano, acumula alta de apenas 2,8%. 
 
Em contrapartida, o produto que mais apresentou queda de preço foi o óleo de soja (-9,02%), passando de R$ 3,66/900ml para R$ 3,33/900ml em abril. O principal motivo foi a redução do preço da soja, o seu principal insumo. Já o segundo item que mais apresentou baixa no seu preço foi o feijão (-8,16%). Desde julho de 2016, quando atingiu o seu pico (R$11,74/quilo), o feijão vem mês após mês apresentando redução de preço, já são nove quedas consecutivas. No ano o feijão é o item da cesta básica que apresenta a maior queda de preço acumulada (-31,6%). O aumento da área cultivada de feijão incentivado pelos altos preços nos meses anteriores e o aumento da produtividade levaram à expansão da oferta e, consequentemente, à queda sistemática de seu preço. 
 
O terceiro item que apresentou maior queda foi o alho (-4,66%). Tal redução de preço levou o alho a ser cotado em abril a um preço inferior ao de um ano atrás (R$4,75). Contudo, no ano, ele ainda apresenta alta acumulada de 2,7%. Já o frango está no seu terceiro mês consecutivo de queda, passando de R$5,40/quilo em março para R$5,16/quilo em abril, uma redução de 4,44%. No ano, o frango é o segundo item da cesta básica que apresenta a maior queda acumulada (-10,4%). A fraca demanda e a menor diferença de preço entre ela e alguns de seus bens substitutos, como a carne bovina e suína, estão contribuindo para pressionar o preço do quilo do frango para baixo.  
 
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