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<< SOROCABA Pesquisa aponta degradação da Itupararanga Estudos mostram que a represa vem sofrendo um processo de declínio da qualidade da água, devido à crescente ocupação irregular de suas margens

Publicada em 04/05/2017 às 12:00
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
Pesquisas realizadas desde 2013 pelo Laboratório de Estudos em Macroinvertebrados Bentônicos do Câmpus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) alertam sobre riscos cada vez maiores de degradação ambiental no reservatório de Itupararanga, formado pelo represamento das águas do rio Sorocaba. Coordenados por Eliane Pintor de Arruda, docente do Departamento de Biologia, os estudos utilizam macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores da qualidade da água, complementando, assim, análises mais convencionais de variáveis físico-químicas, insuficientes para a caracterização da integridade e da qualidade dos recursos hídricos.
 
"O biomonitoramento analisa justamente as respostas dos organismos vivos a perturbações ambientais, geralmente causadas pelas atividades humanas. No caso dos macroinvertebrados bentônicos, a baixa diversidade e a grande abundância de poucas espécies desses animais - aquelas mais tolerantes a essas alterações - são, geralmente, características de ambientes em processo de degradação ou degradados. E foram estes os resultados que encontramos na represa de Itupararanga, associados a características físico-químicas da água e do sedimento, especialmente o elevado teor de matéria orgânica", relata Eliane Arruda. 
 
A pesquisadora acrescenta que o uso de bioindicadores para avaliação da qualidade da água ainda não é muito comum no Brasil, embora sua utilização já seja corriqueira por órgãos de avaliação ambiental em países europeus e norte-americanos. "A represa de Itupararanga, apesar da sua importância regional, ainda é pouco estudada. No entanto, os resultados que encontramos corroboram outros estudos já realizados, que mostram que ela vem sofrendo um processo de declínio da qualidade da água, devido à crescente ocupação irregular de suas margens por empreendimentos imobiliários e agrícolas", conclui a docente.
 
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