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<< ECONOMIA Preço médio de refeição em Sorocaba é R$ 29,84, segundo Datafolha Campinas é cidade com média mais cara do interior paulista

Publicada em 15/03/2017 às 14:52
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(Foto: Arquivo/DS)
A Pesquisa Assert Preço Médio da Refeição, conduzida pelo Instituto Datafolha em novembro de 2016, mostra que o preço médio de refeição em Sorocaba é R$ 29,84. O valor está abaixo da média nacional (R$ 32,94), do Sudeste (R$ 33,25) e de São Paulo (R$ 33,82).
 
O cálculo levou em consideração o preço de uma refeição completa, que inclui prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café. Cinco cidades do interior paulista foram analisadas, além de Santos, e Campinas apresentou-se com maior média (R$ 36). Cento e doze preços coletados em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias que servem refeições em pratos e mesa, e que aceitam voucher-refeição foram levados em conta.
 
Com base no preço de Campinas, o Datafolha indica que, um trabalhador, que na data da pesquisa recebia apenas um salário mínimo nacional, equivalente a R$ 880, e não tinha o benefício do voucher-refeição, desembolsaria cerca de 90% de seu salário para se alimentar fora de casa durante sua jornada de trabalho, considerando 22 dias úteis, de segunda a sexta-feira.
 
Os outros valores levantados para o preço médio de refeição foram R$ 27,25 em São José dos Campos, R$ 31,49 em Ribeirão Preto, R$ 31,57 em Jundiaí e R$ 35,16 em Santos. Logo, Sorocaba é a segunda cidade com preço mais acessível ao consumidor.
 
Em um restaurante do Centro, o custo de R$ 29,90 é cobrado pelo quilo da refeição. “Não adianta querer colocar um preço muito caro; os trabalhadores que comem aqui não querem gastar muito”, explica Ivani Luzia de Oliveira, uma das responsáveis pelo local.
 
A tática de Ivani para lidar com os aumentos é manter muitas opções de pratos. O prato feito custa R$ 9,90 há mais de quatro meses e é o mais procurado. “Vou colocando a comida e perguntando se quer mais ou menos. É o cliente quem escolhe a mistura”, conta.
 
Há a possibilidade de comer à vontade pelo valor de R$ 14,90, estabelecido há mais de um ano. “Às vezes, dá prejuízo por causa do pessoal que vem e come muita carne, mas paciência”, brinca.
 
Ivani registrou um aumento na movimentação de clientes, chegando a atender a uma média de 100 pessoas por dia. “Oferecemos muitos pratos, muita comida saudável e ficamos abertos até as 15h30; acho que somos os últimos da região a fechar.”
 
A avaliação de custos para quem come fora todo dia é a recomendação do professor de Economia da Esamc, Sidney Benedito de Oliveira. “Sempre é mais barato fazer sua marmita, mas dá para ver o custo para pegar o ônibus e ir para casa ou sair para o restaurante”, observa.
 
O economista frisa que tudo depende da condição de cada trabalhador. “É preciso ver quem é o público e qual a renda”, explica. Para quem atua em restaurantes e espera estar dentro do preço médio municipal, a administração é essencial. “Controlar custos e ver qual tipo de refeição pode ofertar.”
 
CENÁRIO NACIONAL – A média tem aumentado progressivamente no decorrer dos últimos anos. Na Região Sudeste, o valor era R$ 27,76 em 2014, passou para R$ 30,93 em 2015 e chegou aos R$ 33,25 no ano passado. A Região Norte é a que apresentou a menor média em 2016, com R$ 29,31; já o Sul tem a maior, com R$ 34,34.
 
Diante desse cenário, a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert) acredita que o sistema de voucher-refeição tem um impacto positivo real na vida dos brasileiros e até mesmo na economia.
 
O benefício da refeição é viabilizado no País por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador, do Ministério do Trabalho, que busca a complementação alimentar do trabalhador com o compartilhamento de responsabilidades entre o Governo e as empresas. O Programa é considerado referência mundial e beneficia, atualmente, mais de 20 milhões de trabalhadores, dos quais 85% ganham até cinco salários mínimos.
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