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<< ECONOMIA Varejo na região tem crescimento de 2,8% Comércio varejista fatura R$ 3,4 bilhões em dezembro

Publicada em 14/03/2017 às 15:33
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(Foto: Arquivo/DS)
Em dezembro, o faturamento real do comércio varejista na região de Sorocaba atingiu R$ 3,4 bilhões, alta de 6,4% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado de 2016 houve crescimento de 2,8% nas vendas. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo, feita mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
 
Entre as nove atividades analisadas, sete apresentaram elevação em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques positivos foram os segmentos de supermercados (8,6% e colaboração de 2,8% para o resultado geral), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (17,3% e impacto de 2,4%) e farmácias e perfumarias (13,9% e contribuição de 0,8%).
 
Por outro lado, os segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-0,8%) e lojas de móveis e decoração (-1,7%) foram os únicos que registraram retração nas vendas e, em conjunto, contribuíram com -0,1% para o desempenho geral do varejo em dezembro.
 
ESTADO - O comércio varejista paulista encerrou 2016 com leve crescimento de 0,1% nas vendas no acumulado dos 12 meses, interrompendo uma série de duas quedas consecutivas. No último mês do ano, as vendas no varejo aumentaram 3% na comparação com dezembro de 2015 e alcançaram R$ 61,4 bilhões, cerca de R$ 1,8 bilhão acima do valor apurado no mesmo período do ano anterior. 
 
Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas Osasco (-8%), Guarulhos (-2,9%) e Bauru (-2,8%) registraram queda no faturamento em dezembro, na comparação com mesmo mês de 2015. Os melhores desempenhos foram observados nas regiões de Marília (11%), Araraquara (9,8%) e Ribeirão Preto (7,4%).
 
Das nove atividades pesquisadas, estas seis mostraram aumento em seu faturamento real em dezembro: autopeças e acessórios (16,1%), farmácias e perfumarias (15,8%), materiais de construção (8,6%), concessionárias de veículos (7,1%), outras atividades (3,2%) e supermercados (2,6%). Essas altas contribuíram para o resultado geral com 4%.
 
Já as retrações foram observadas nos grupos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-10,5%), lojas de móveis e decoração (-0,7%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-0,1%), que juntos, impactaram negativamente com 1% para o desempenho geral.
 
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a consolidação dos dados das vendas reais do ano confirmou integralmente as projeções de estabilidade divulgadas a partir da metade de 2016 pela Federação, quanto ao movimento do comércio no ano e a interrupção do ciclo de quedas iniciado em 2014. 
 
Já o desempenho varejista de dezembro chegou a surpreender positivamente, de acordo com a entidade, tanto pelo índice mensal de 3% de crescimento como por se tratar de elemento indutor de melhores expectativas para 2017, em termos de tendência para o comércio paulista.
 
EXPECTATIVA - Para a FecomercioSP, a retomada da confiança continua sendo o principal elemento de sustentação da perspectiva mais otimista para este ano, mas a redução do ritmo inflacionário também acaba colaborando de forma prática para justificar a melhora observada. Durante ciclos de queda de inflação, o sistema de correção dos salários feito tradicionalmente por índices passados maiores do que os presentes acabam provocando um ganho real no poder de compra, ainda que residual, dado o atual nível inflacionário, mas decisivo para a percepção de melhoria da capacidade de consumo das famílias.
 
Caso esse processo permaneça em curso, com a convergência rápida da inflação para o centro da meta, ao lado da queda dos juros e melhoria de acesso ao crédito, a Federação aponta já ser possível estimar que em 2017 o varejo venha a consolidar sua recuperação, apresentando um crescimento anual ao redor de 2,5%. Esta é uma importante sinalização diante das circunstâncias e estimativas anteriores, em que se previam no máximo um aumento de 1% para este ano. A dinâmica política e econômica, de acordo com a Entidade, tem-se mostrado mais positiva do que se aguardava e permite vislumbrar-se uma antecipação, ainda que em médio prazo, para a saída do atual ciclo recessivo que está marcando o varejo há quase três anos.
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