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<< CULTURA Grupo Cunhantã traz ao Sesc núcleo de investigação teatral 'Coletivações' entra em seu segundo ano com curso, espetáculo e debate neste mês de março

Publicada em 02/03/2017 às 14:46
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(Foto: Divulgação)
O projeto Coletivações, do Sesc Sorocaba, entra em seu segundo ano com uma programação especial neste mês de março. Trata-se de curso, espetáculo e debate com o grupo de teatro Cunhãntã, que se consolida como plataforma independente de produção teatral na cidade.
 
A programação começa com o curso “Cunhãntã - Engrenagens de Amor-Sobrevivência”, que ocorre entre os dias 4 e 30 de março, todos os sábados (exceto dia 11), às 14 horas, e todas as quintas-feiras, às 19. A atividade é sequencial, gratuita e está com as inscrições abertas na Central de Atendimento da Unidade, à rua Barão de Piratininga, 555, no Jardim Faculdade. O curso será realizado na Sala de Oficinas e oferece 30 vagas para pessoas a partir dos 14 anos de idade.
 
Além do curso, o grupo enriquece a programação do Coletivações de março com a apresentação do espetáculo “Cunhãntã”, nos dias 31 de março e 1º de abril, sexta e sábado, às 20 horas, no Teatro da Unidade.
 
O grupo ainda propõe o debate “Teatro-contemporaneidade”, no dia 1º de abril, sábado, às 15 horas, na Sala de Oficinas e de graça também, com 60 lugares para pessoas a partir dos 14 anos. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência, na Central de Atendimento.
 
CURSO, ESPETÁCULO E DEBATE - No curso “Cunhãntã - Engrenagens de Amor-Sobrevivência”, o núcleo propõe uma imersão no universo dos estudos que conduziram e permeiam sua pesquisa, com práticas corporais, experimentos criativos teatrais e discussões acerca de textos e vídeos compartilhados, buscando um panorama de possibilidades para o teatro contemporâneo. Ele será ministrado pelas atrizes e pesquisadoras Daiana de Moura e Mariana Rossi e pelo cineasta e dramaturgista Bruno Lottelli. 
 
Nos dias 31 de março e 1º de abril, sexta e sábado, por outro lado, o espetáculo “Cunhãntã” será apresentado pela primeira vez num palco convencional. “Cunhãntã” mostra, em cena, as marcas de duas atrizes que se enredam às de outras figuras. Desejos nascem atravessados pelo instante, pulsando em rede com os brotos verdes que vêm fortemente entre as rachaduras do fim.
 
Toda a peça é uma colagem de cenas, cuja principal referência é o romance “Parque Industrial”, da militante, escritora e jornalista Patrícia Galvão. “O que pesquisamos é enredar algumas personagens do livro com questões extremamente contemporâneas e que nos movem. Não somos uma pesquisa contemplativa da realidade. Intervimos no nosso tempo mais do que retratamos”, explica a atriz e pesquisadora Mariana Rossi, criadora do grupo junto com a também atriz e pesquisadora Daiana de Moura. 
 
Os ingressos custam R$ 5,00 para credenciados no Sesc e dependentes (credencial plena), R$ 8,50 para aposentados (pessoas com mais de 60 anos ou com deficiência, estudantes e servidores da escola pública com comprovante) e R$ 17,00, inteira. A classificação etária é 14 anos. 
 
Já para o debate “Teatro-contemporaneidade”, que acontece no dia 1º de abril, o grupo Cunhãntã trará ao Sesc Sorocaba o bailarino Douglas Emílio e a encenadora Verônica Veloso para discutir estratégias de criação no mundo contemporâneo. Verônica Veloso é pesquisadora, encenadora e performer. Realiza doutorado pela USP (Universidade de São Paulo) e integra o Coletivo Teatro Dodecafônico. Douglas Emilio, por sua vez, é pós-graduado pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e formado no Método de Reeducação do Movimento de Ivaldo Bertazzo (Escola do Movimento).
 
O CUNHÃNTÃ E O PROJETO `COLETIVAÇÕES´ - O núcleo Cunhãntã surgiu como uma peça de teatro em 2014, na cidade de Votorantim, como uma frente de trabalho do Coletivo Cê, criado pelas atrizes e pesquisadoras Daiana de Moura e Mariana Rossi.  A peça de 2014 denunciava diversas crises e contradições fincadas na história do bairro da Chave, em Votorantim, e na própria trajetória das suas integrantes, que desde então desenvolvem sua pesquisa acerca das relações contemporâneas, ao mesmo tempo em que investigam o enredamento de linguagens cênicas, como o teatro, performance, dança e vídeo.  A pesquisa partiu da presença das mulheres nas fábricas do início do século XX, que fundaram grande parte das cidades paulistas.
 
Exatamente pela natureza de sua pesquisa, o desmembramento e transformações que seguiram se deram naturalmente para a independência do grupo Cunhãntã, que hoje, após quatro anos de investigação acerca das relações contemporâneas por meio das artes cênicas, consolida-se agora como núcleo de pesquisa e plataforma independente de produção teatral em Sorocaba. Convidado a fazer parte do projeto Coletivações do Sesc Sorocaba, o grupo, que até então havia conduzido suas pesquisas para espaços alternativos, experimenta pela primeira vez, paralelamente, o palco de um teatro convencional. Para isso, introduziu à equipe novos colaboradores, como o pesquisador, coreógrafo e dançarino Douglas Emílio, que se juntou ao núcleo para a preparação corporal; Marcio Moraes, que realiza a produção geral do projeto; e Bruno Lottelli, que assina o trabalho de dramaturgista.
 
O projeto Coletivações, do Sesc Sorocaba, abre as portas para grupos de teatro sediados em Sorocaba e na região mostrarem seus métodos e processos. O objetivo é que eles proporcionem ao público diversas formas de experimentar diferentes linguagens teatrais, além da troca de experiência com convidados de outras localidades e grupos. 
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