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Diário de Sorocaba

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<< ECONOMIA Vendas do varejo na região crescem 6,5% Contudo, no âmbito geral, no acumulado do ano, houve retração de 0,3%

Publicada em 25/02/2017 às 23:34
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(Foto: Arquivo/DS)
O faturamento real do varejo na região atingiu R$ 2,8 bilhões em novembro, uma alta de 6,5% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado dos 11 meses do ano passado, houve crescimento de 2,4% e nos últimos 12 meses, leve alta de 1,6%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo, feita mensalmente pela Federal do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomercio). 
 
Entre as nove atividades analisadas, sete apresentaram elevação em novembro na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques positivos foram os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (18,2%), farmácias e perfumarias (14%) e supermercados (8,9%), que, juntos, colaboraram com 6,1% para o bom desempenho do comércio varejista da região. 
 
Por outro lado, lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,9%) e outras atividades (-0,2%) foram os únicos que registraram retração nas vendas e, em conjunto, contribuíram com -0,6% para o desempenho geral. 
 
O varejo paulista também demonstrou recuperação em suas vendas em novembro após queda observada em outubro. No penúltimo mês do ano, as saídas do setor aumentaram 3,5% na comparação com mesmo mês de 2015 e alcançaram R$ 51,9 bilhões, cerca de R$ 1,7 bilhão superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. Este foi o quinto maior montante para novembro de toda a séria histórica iniciada em 2008.
 
Contudo, no acumulado do ano, houve retração de 0,3% e, em 12 meses, o decréscimo foi ainda mais acentuado, de 0,7%. Entre as 16 regiões analisadas pela Federação, apenas Osasco (-6,8%) e Guarulhos (-2%) registraram queda no faturamento em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2015. Os melhores desempenhos foram observados nas regiões de Araraquara (10,3%), Marília (8,9%) e ABCD (8,1%). 
 
Das nove atividades pesquisadas, sete mostraram aumento em seu faturamento real em relação a novembro de 2015 – farmácias e perfumarias (17,7%), autopeças e acessórios (17,4%), concessionárias de veículos (8,1%), materiais de construção (6,5%), outras atividades (5,1%), supermercados (3%) e lojas de móveis e decoração (1,7%). Essas altas contribuíram para o resultado geral com 4,9%. 
 
Já as retrações foram registradas pelos grupos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-12,7%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2%), impactando em -1,4% para o resultado geral. 
 
Segundo a Fecomercio, o resultado positivo de novembro é essencial para se confirmar a estimativa de crescimento nulo das vendas do comércio no Estado para 2016. “A sensível melhora na média de 12 meses, terminada em novembro ante a série finalizada em outubro, indica que a trajetória cíclica encaminha-se para esse nível, o que evitaria o terceiro índice consecutivo de retração anual do varejo, abrindo expectativas de melhoria.”
 
EXPECTATIVA – De acordo com a Fecomercio, no âmbito geral, o comércio ainda apresenta desempenho inexpressivo, com a perspectiva de fechar o ano com crescimento zero. A conjuntura, entretanto, começa a mostrar sinais de melhoria refletidos na queda da inflação e dos juros e indícios de recuperação na produção industrial, ao lado de bons resultados no comércio exterior. 
 
“É possível esperar que o barateamento do crédito para as pessoas físicas e, principalmente, a menor pressão inflacionários contribuam para uma recuperação, ainda que suave, no nível de consumo das famílias”, sustenta a entidade. Ainda assim, pondera que não se deve esperar resultados expressivos para as vendas do varejo nos próximos meses, mas apenas uma relativa melhora nos índices mensais de desempenho.
 
De qualquer maneira, o cenário atual é menos negativo do que o observado há um ano, o que abre espaço para otimismo cauteloso. Uma recuperação cíclica sustentada, de acordo com a Fecomercio, somente será viabilizada quando os indicadores de emprego e renda começarem a mostrar, de fato, melhora sólida, o que, dada a profundidade da crise presente, não deverá ocorrer no curto prazo.
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