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<< AGENDA CULTURAL Santa Casa segue sem data para volta de radioterapia Pacientes estão sem atendimento desde novembro do ano passado

Publicada em 22/02/2017 às 14:49
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(Foto: Fernando Rezende)
A Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba ainda não recebeu o equipamento utilizado no tratamento de radioterapia; logo, os pacientes de 48 municípios da região, que aguardam desde novembro, permanecem sem atendimento no local.
 
O aparelho e a pastilha de cobalto, item essencial para funcionamento, foram doados por uma instituição do interior do Estado, mas o transporte ainda não foi definido, apesar de autorizado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
 
Depois da instalação na sala própria de radioterapia existente no setor de Oncologia, serão feitos a calibragem e testes pelo físico responsável pelo procedimento, de acordo com a Santa Casa.
 
Com os testes comprovando as condições exigidas pela legislação para o uso, ainda serão necessárias as autorizações da CNEN para que o equipamento com a pastilha de cobalto entre em operação. “Portanto, não é possível precisar uma data para que o serviço de radioterapia seja efetivamente retomado”, informa.
 
Em janeiro, a Santa Casa informou ao DIÁRIO que o atendimento de radioterapia na entidade seria retomado em aproximadamente 60 dias. O prazo expira em meados de março.
 
Já o aparelho anterior será descartado em local apropriado, visto que não possui mais funcionalidade para uso. “O cabeçote anterior, que armazena a pastilha de cobalto, cuja vida útil exauriu-se, portanto contém o material radioativo, será recolhido pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) para a devida destinação.”
 
PASTILHA – Com vida útil de mais de 40 anos, a pastilha de cobalto perdeu a validade em novembro de 2016 e o serviço de radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba foi interrompido. A Santa Casa explicou que a situação foi decorrente da requisição pela Prefeitura combinada à obrigatoriedade do Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Com isso, a antiga gestão da Irmandade, que estava afastada do controle, não poderia fazer a aquisição da pastilha. A gestão que assumiu em 22 de dezembro de 2016 trabalhou para agilizar a obtenção da pastilha, seu transporte e instalação.
 
CASAMATA – Para que a dependência do material radioativo não prejudique pacientes, o Ministério da Saúde assumiu a construção de uma casamata no hospital, em junho passado. O local abrigará um acelerador linear, utilizado para tratamento de pacientes com câncer.
 
O prazo de 180 dias para construção da obra expirou no início do ano, mas a Santa Casa frisa o desvínculo em relação ao assunto. “As obras são de responsabilidade direta do Ministério da Saúde e o cronograma do andamento está ligado ao órgão”, declara.
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