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<< ECONOMIA Varejo na região elimina mais de 500 postos de trabalho

Publicada em 17/02/2017 às 14:13
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(Foto: Fernando Rezende)
O comércio varejista na região de Sorocaba eliminou 567 postos de trabalho em dezembro de 2016 – resultado de 4.404 admissões contra 4.971 desligamentos. No acumulado do ano, foram eliminados 2.381 empregos com carteira assinada, o que representa um recuo de 2,1% do estoque total na comparação com dezembro de 2015. 
 
As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo, da Federal do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
 
O varejo da região encerrou o mês com 112.477 trabalhadores formais e, das nove atividades analisadas, sete tiveram queda na ocupação formal em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2015. Os maiores decréscimos foram nos segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-7,4%). 
 
Também nessa relação constam quedas de concessionárias de veículos (-5,4%) e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-5,3%). Os setores de farmácias e perfumarias (2,3%) e de supermercados (1,6%) foram os únicos que registraram aumento do estoque de trabalhadores no período. 
 
ESTADO – No Estado de São Paulo, o varejo eliminou 5.133 empregos com carteira assinada; resultado de 66.721 admissões e 71.854 desligamentos, revertendo o cenário observado no mês anterior, quando 15.772 vagas foram abertas. Com isso, o comércio varejista encerrou 2016 com estoque total de 2.082.2883 trabalhadores – queda de 2,2%. 
 
Apesar do desempenho negativo, ele foi mais ameno que o registrado em dezembro do ano anterior, quando 12.181 postos de trabalho foram fechados. No acumulado do ano, foram extintos 47.146 empregos com carteira assinadas; nos últimos dois anos, mais de 107 mil empregos formais foram extintos no Estado. 
 
De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio, essa realidade demonstra o impacto da atual crise econômica no mercado de trabalho do maior varejo brasileiro. “O ano de 2016 pode ser caracterizado como um ato contínuo de enxugamento do quadro de trabalhadores dos estabelecimentos, ante uma redução de suas vendas”, diz em nota. 
 
O saldo negativo inferior já era esperado pela Federação, na medida em que há menor capacidade empresarial de reduzir mais o número de funcionários. Tal realidade acabou sendo complementada por um segundo semestre de geração de postos de trabalho, quando se observou mais otimismo dos contratantes diante das festas de fim de ano.
 
Entre as nove atividades, duas apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015, que são farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (0,6%). Já os piores desempenhos foram concessionárias de veículos (-6%), lojas de móveis e decoração (-5,1%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-5%).
 
Com relação aos dados por ocupações, as funções com pior saldo em dezembro foram de escriturários de controle de materiais e de apoio à produção (-1.460 vagas) e escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos (-889). Segundo a Fecomercio, para 2017, o cenário deve ser ainda muito difícil.
 
“O varejo não será capaz de recuperar as perdas de 2016, muito menos dos dois últimos anos”, ressalta a entidade, afirmando que parece ser um ano no qual a redução de empregos formais do primeiro semestre deverá ser compensada pela geração nos últimos seis meses. 
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