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<< POLÍCIA Justiça condena servidor do INSS e intermediadora de fraudes para concessão ilegal de aposentadorias Fraudes ocorriam na agência do INSS no centro de Sorocaba

Publicada em 14/02/2017 às 15:24
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(Foto: Arquivo/Fernando Rezende)
Duas pessoas foram condenadas pela Justiça Federal em Sorocaba por corrupção passiva e inserção de dados falsos no sistema informatizado do INSS para concessão ilegal de aposentadorias. 
 
O técnico da Presidência Social, José Luiz Ferraz, era o responsável pela fraude nos documentos, com o auxílio da autônoma Palmira de Paula Roldam, que intermediava o contato com os beneficiários do esquema e cobrava propinas. Os dois foram alvos da "Operação Zepelin", deflagrada pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal em 2009 para desbaratar uma quadrilha que oferecia a obtenção irregular dos benefícios na região. 
 
Esta não é a primeira condenação de José Luiz e Palmira. O servidor já foi sentenciados em ao menos outros seis processos penais por participação no esquema; ela, em quatro. Desta vez, a Justiça acolheu os pedidos do MPF formulados em duas denúncias e definiu para cada réu penas de dois anos e oito meses por corrupção passiva e de três anos e quatro meses pela inserção dos dados falsos, além de multa. José Luiz poderá recorrer em liberdade; Palmira está presa, cumprindo decisões judiciais anteriores.
 
A nova condenação refere-se a casos ocorridos ainda em 2009. Em um deles, com a intermediação de Palmira, José Luiz aumentou em seis anos o tempo de contribuição de um homem cujo cadastro passou a apresentar um vínculo empregatício fictício entre 1971 e 1977. Com isso, o segurado obteve a aposentadoria antes do prazo regular. A dupla cobrou R$ 2 mil pelo serviço. O suposto beneficiário recebeu as parcelas durante quatro anos e meio, até que, após revisão do INSS, o pagamento foi interrompido.
 
As sentenças determinam também a perda do cargo público de José Luiz, que se valeu de sua condição de servidor público para realizar as fraudes na agência do INSS no centro de Sorocaba. Ele coordenava uma das frentes de atuação da quadrilha, responsável não só pela inserção de dados fictícios no sistema, mas também a falsificação de documentos e a manipulação da escolha de médicos que fariam a análise dos benefícios previdenciários. Ao todo, ele e Palmira já foram alvo de pelo menos 57 inquéritos.
 
 
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