Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017 ASSINE O DIÁRIO 15.3224.4123

Diário de Sorocaba

buscar

<< AGENDA CULTURAL Consumidores não recebem queda no preço da gasolina Valores variam entre R$ 3,37, na Vila São Domingos, e R$ 3,69, no Éden

Publicada em 13/02/2017 às 15:25
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

(Foto: Fernando Rezende)
Os motoristas da cidade reclamam por não terem sentido no bolso a diferença anunciada pela Petrobras de que, a partir do dia 27 de janeiro, a gasolina nas refinarias ficaria, em média, 1,4% mais barata.
 
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dispõe de levantamento no período de 29 de janeiro a 4 deste mês, no qual registra a média de R$ 3,554 no litro da gasolina em Sorocaba. A Vila São Domingos tem o menor preço, R$ 3,370; já o maior está no bairro do Éden, com R$ 3,699.
 
O gerente de um posto no bairro Alto da Boa Vista, Leandro Martino, 38 anos, diz fazer um mês que a gasolina mantém-se em R$ 3,59. “O diesel foi repassado nesta semana, mas da gasolina só sabemos pela mídia”, explica. Martino justifica o valor com o qual trabalha pelo serviço oferecido. “Mantemos uma qualidade, e nisso tem de estar embutido o custo.”
 
“O reajuste não é uma lei; então fica a critério do posto”, conclui Rodrigo Camelo, 27 anos, analista de sistemas. Já Roseli Pinheiro, 52 anos, professora, percebeu aumento e acredita ser por conta de “uma administração complicada da empresa”.
 
Os valores de São Paulo estão melhores que os de Sorocaba, segundo Joel Aparecido de Oliveira, 43 anos, eletrotécnico. “A gente faz um circuito desde Bauru, e aqui está R$ 0,20, até R$ 0,30 mais caro”, relata.
 
Em um posto do Centro, com gasolina a R$ 3,49, Rodrigo de Almeida Marcato, 44 anos, gerente de vendas, não se mantém atento aos valores, uma vez que é a esposa quem fica com o carro, mas tem noção do que ocorre. “Sempre aumenta, queda é difícil a gente ver.”
 
Wilson Alves Rodrigues, 57 anos, motorista, não abastece sempre no mesmo posto, mas afirma não ter visto queda de preço em nenhum dos locais pelos quais passou. “Procuro o mais barato, mas está tudo do mesmo jeito”, conta.
 
O professor de Economia da Esamc, Sidney Benedito de Oliveira, explica que o governo espera que o petróleo siga com valor em nível internacional, pois é uma commodity. “Nesse caso, é a lei mercadológica da oferta e da procura; com baixa procura, os preços diminuem”, esclarece.
 
Entretanto, segundo o professor, há uma série de agentes intermediários que podem interferir no preço final recebido pelo consumidor. “Uma série de desculpas para a diminuição não chegar”, conclui.
 
O prognóstico para os próximos meses é uma incógnita devido ao cenário internacional, mas, para tentar economizar, Oliveira aconselha o consumidor a fazer pesquisas ou trocar de fornecedor. “É a melhor forma de se defender”, diz.
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar