Sexta-Feira, 21 de Julho de 2017 ASSINE O DIÁRIO 15.3224.4123

Diário de Sorocaba

buscar

<< CULTURA Planeta Negro transforma-se em casa para aqueles que fazem a festa rolar Escola presta homenagem aos gaúchos reciclando tema de 2014

Publicada em 10/02/2017 às 14:38
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Cerca de 30 pessoas revezam-se para os preparativos (Foto: Fernando Rezende)
CARNAVAL 2017
 
Desde agosto do ano passado, os pouco mais de 30 integrantes da equipe voluntária que produz o carnaval da Escola de Samba Planeta Negro trabalham para garantir que a apresentação seja a melhor possível. Além de usar a sede do Jardim Juliana, na zona norte, para confecção das fantasias e ensaios, os membros chegam a passar tantas horas no local que fazem refeições e dormem por lá mesmo.
 
A presidente da escola, Fátima Aparecida Soares, chega do serviço na área da Saúde no final da tarde e já começa os trabalhos para a escola. “Aqui, a gente come, dorme e vive; a gente sente o carnaval na pele”, declara. Fruto da 28 de Setembro, escola da qual seus pais participavam, Fátima afirma ter crescido no mundo do samba. “Começar a Planeta Negro foi ‘um tapinha de luva’”, brinca.
 
Os integrantes da escola nutriam a esperança de que este carnaval aconteceria desde 2016 e se prepararam com o que estava ao alcance. “Vamos usar o tema de 2014, porque era melhor do que fazer um samba novo e trabalhar pela metade”, explica. “O carnavalesco fez bem elaborado para trazer novidades também.”
 
O enredo “Com a cunha de prata na mão, a Planeta Negro traz o CTG para brindar esta tradição” homenageará os gaúchos do País. Mas Fátima diz que as alas, fantasias e personagens da avenida continuarão um mistério até o desfile. “É uma surpresa para a hora.”
 
A presidente anima-se ao descrever o apoio do poder público ao carnaval. “A Secretaria da Cultura está ‘dando um gás’ e sustentando a gente”, comenta. “A turma fala que Sorocaba é um polo industrial, mas dentro disso também tem muita cultura. Brasil não é futebol, praia e samba?”, questiona.
 
Para bancar os custos do desfile, a Planeta Negro faz almoços, sorteios e festas. “Temos de pagar luz, água e lanche para a sede, não são só fantasias”, esclarece. “A gente investe aqui mesmo.”
 
Olhando adiante, Fátima mantém boas expectativas para o carnaval sorocabano. “Acabou dia 28, o secretário da Cultura já vai sentar para conversar com a gente para na metade do ano já estar tudo pronto”, conta. “A gente já deu a cara a tapa neste ano e, só de pisar na avenida, o samba vai arrepiar.”
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar